<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-3546294938319147981</atom:id><lastBuildDate>Fri, 08 Nov 2024 15:37:24 +0000</lastBuildDate><title>Alex  Vaz</title><description></description><link>http://alexvaz2010.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Alex Vaz)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>22</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3546294938319147981.post-4093230440534399130</guid><pubDate>Sat, 09 Oct 2010 18:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-10-09T15:30:18.475-03:00</atom:updated><title>Dois Brasis</title><description>&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Dilma x serra&lt;/h1&gt;&lt;div&gt;                   &lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;corpo&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Brasil é um só, mas disputado por dois projetos antagônicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um  é o da paralisia econômica, do gigantesco endividamento interno, das   dívidas e da submissão ao FMI. O Brasil que foi quebrado três vezes   durante o governo FHC-Serra – em 1995, 1997 e 1998 – e quase levaram o   país à falência, deixando uma recessão prolongada que só foi superada no   governo Lula. O Brasil da carga tributária que subiu de 27 a 35%, dos   apagões e do sucateamento da infraestrutura. Aquele Brasil da   privataria, que torrou nossas empresas públicas por 100 bilhões de   dólares e ainda assim dobrou o endividamento público. O Brasil que mudou   o nome da Petrobras para Petrobax, como caminho para privatizá-la e  que  tem os olhos postos no Pré-Sal, para oferecê-lo às grandes empresas   privadas internacionais. É o Brazil do FHC e do Serra, da velha mídia,   vinculada aos grandes interesses privados, que tinham se acostumado a   dispor do Estado brasileiro a seu bel prazer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um Brasil que  incrementou a desigualdade, desmontou o Estado, perseguiu  os servidores  públicos, se submeteu subservientemente aos EUA na  política externa. Fez  com que a maioria dos trabalhadores brasileiros  ficassem submetido à  total precariedade, sem carteira nem contrato de  trabalho. Um Brasil do  colapso das universidades públicas e da  proibição da criação de escolas  técnicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O outro Brasil é o que começou a despontar a partir das  ruínas herdadas  do governo FHC-Serra. Um Brasil que montou um modelo  econômico de  desenvolvimento com distribuição de renda. Um Brasil que  remontou o  Estado e sua capacidade de induzir a expansão econômica e  garantir os  direitos sociais. Um Brasil que tornou funcionais e  virtuosos o  crescimento e a distribuição de renda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um Brasil do  bem, que elevou a auto-estima dos brasileiros, quando os  governantes  anteriores – Collor, FHC – só jogavam o país e os  brasileiros para  baixo. Tirou milhões de brasileiros da miséria,  propiciando o acesso a  bens básicos a grande parte dos brasileiros,  excluídos pelas políticas  de mercado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Serra é da Corrente do Mal, que só destrói, que criou  três crises  durante o governo FHC, que quase destruiu o Brasil e agora  quer quer  brecar o caminho pelo qual o Brasil avança.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lula e  Dilma são os responsáveis principais por essa estratégia. A  derrota da  direita e a eleição da Dilma gera as melhores condições para  que  avancemos no caminho da construção de um Brasil justo, solidário e   soberano.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;            &lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;autor&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Postado por Emir Sader &lt;/div&gt;</description><link>http://alexvaz2010.blogspot.com/2010/10/dois-brasis.html</link><author>noreply@blogger.com (Alex Vaz)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3546294938319147981.post-5815898047449836627</guid><pubDate>Mon, 12 Jul 2010 21:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-07-15T17:51:02.645-03:00</atom:updated><title>Re-visões do desenvolvimento</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;linhafina&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há dois projetos em  disputa no Brasil e  um único cenário de embate político real. Não há o cenário chamado por  alguns de pós-Lula. O esforço da grande mídia para criar esse cenário se  torna evidente quando apresentam os principais candidatos à  Presidência. Dilma jamais é apresentada como candidata do governo ou do  presidente Lula. E Serra e Marina não são apresentados como candidatos  da oposição, mas sim como candidatos de seus respectivos partidos. No  cenário pós-Lula, projetos aplicados e testados se tornam abstrações e o  suposto preparo dos candidatos para ocupar o cargo de presidente se  transforma em critério objetivo. O artigo é de João Sicsu.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;headline-link&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;João Sicsú&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;Artigo publicado originalmente na revista  Inteligência.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os últimos 20 anos marcaram a disputa de dois  projetos para o Brasil. Há líderes, aliados e bases sociais que  personificam essa disputa. De um lado estão o presidente Lula, o PT, o  PC do B, alguns outros partidos políticos, intelectuais e os movimentos  sociais. Do outro, estão o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso  (FHC), o PSDB, o DEM, o PPS, o PV, organismos multilaterais (o Banco  Mundial e o FMI), divulgadores midiáticos de opiniões&lt;br /&gt;
conservadoras e  quase toda a mídia dirigida por megacorporações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto de  desenvolvimento liderado pelo presidente Lula se tornou muito mais claro  no seu segundo mandato – quando realizações e ações de governo se  tornaram mais nítidas. O primeiro mandato estava contaminado por  “heranças” do período FHC. Eram “heranças” objetivas, tal como a aguda  vulnerabilidade externa, e “heranças” subjetivas, ou seja, ideias  conservadoras permaneceram em alguns postos-chave do governo. O  presidente Lula fez mudanças importantes no seu segundo mandato: trocou o  comando de alguns ministérios e de instituições públicas. E, também,  implementou programas e políticas claramente opostos à concepção do seu  antecessor. Um exemplo foi o lançamento, no início de 2007, do Programa  de Aceleração do Crescimento (o PAC), muito criticado pelos  oposicionistas, mas que foi a marca da virada para um projeto de governo  com contornos mais desenvolvimentistas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Os projetos em  disputa&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto desenvolvimentista estabelece como pilar  central o crescimento. Mas, diferentemente de uma visão “crescimentista”  que busca o crescimento econômico sem critérios, objetivos ou limites, o  projeto liderado&lt;br /&gt;
pelo presidente Lula busca, acima de tudo, o  crescimento social do indivíduo, portanto, é um projeto  desenvolvimentista – além de ser ambientalmente sustentável e  independente no plano internacional (1). Já o projeto implementado pelo  PSDB pode ser caracterizado como um projeto estagnacionista, que  aprofundou vulnerabilidades sociais e econômicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto  desenvolvimentista tem balizadores econômicos e objetivos sociais. Os  balizadores são: (1) manutenção da inflação em níveis moderados; (2)  administração fiscal que busca o equilíbrio das contas públicas  associado a programas de realização de obras de infraestrutura e a  políticas anticíclicas; (3) redução da vulnerabilidade externa e algum  nível  de administração cambial; (4) ampliaçãodo crédito; e (5) aumento  do&lt;br /&gt;
investimento público e privado. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E os objetivos  econômico-sociais do projeto desenvolvimentista são: (1) geração de  milhões de empregos com carteira assinada; (2) melhoria da distribuição  da renda; e (3) recuperação real do salário mínimo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto  implementado pelo PSDB e seus aliados no período 1995-2002 tinha as  seguintes bases econômicas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(1) estabilidade econômica, que era  sinônimo, exclusivamente, de estabilidade monetária, ou seja, o controle  da inflação era o único objetivo macroeconômico; (2) abertura  financeira ao exterior e culto às variações da taxa de câmbio como a  maior qualidade de um regime cambial; (3) busca do equilíbrio fiscal  como valor moral ou como panaceia, o que justificava corte de gastos em  áreas absolutamente essenciais; e (4) privatização de empresas públicas  sem qualquer olhar estratégico de desenvolvimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E os objetivos  econômico-sociais eram: (1) desmantelamento do sistema público de  seguridade social; (2) criação de programas assistenciais fragmentados e  superfocalizados; e (3) desmoralização e desmobilização do serviço  público. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os resultados da aplicação do modelo desenvolvimentista  são muito bons quando comparados com aqueles alcançados pelo projeto  aplicado pelo PSDB e seus aliados. Contudo, ainda estão distantes das  necessidades&lt;br /&gt;
e potencialidades da economia e da sociedade  brasileiras. Logo, tal modelo precisa ser aperfeiçoado – e muito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Só  há, portanto, dois projetos em disputa e um único cenário de embate  político real. Não há o cenário chamado por alguns de pós-Lula.  Sumariando, o pós-Lula seria o seguinte: o presidente Lula governou,  acertou e errou... Mas o mais importante seria que o governo acabou e o  presidente Lula não é candidato. Agora, estaríamos caminhando para uma  nova fase em que não há sentido estabelecer comparações e posições em  relação ao governo do presidente Lula. Em outras palavras, não caberia  avaliar o governo Lula comparando-o com os seus antecessores e, também,  nenhum candidato deveria ocupar a situação de oposição ou situação. O  termo oposição deveria ser usado pelo PSDB com um único sentido:  “oposição a tudo o que está errado” – e não oposição ao governo e ao  projeto do presidente Lula.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;O pseudocenário pós-Lula&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O  esforço da grande mídia para criar esse cenário se torna evidente  quando apresentam os principais candidatos à Presidência. A candidata  Dilma é apresentada como: “a ex-ministra Dilma Rousseff, candidata à  Presidência...” Ou “a candidata do PT Dilma Rousseff...”. Jamais  apresentam a candidata Dilma como a candidata do governo ou do  presidente Lula. E Serra e Marina não são apresentados como candidatos  da oposição, mas&lt;br /&gt;
sim como candidatos dos seus respectivos partidos  políticos. Curioso é que esses mesmos veículos de comunicação quando  tratam, por exemplo, das eleições na Colômbia se referem a candidatos do  governo e da oposição.&lt;br /&gt;
No cenário pós-Lula, projetos aplicados e  testados se tornam abstrações e o suposto preparo dos candidatos para  ocupar o cargo de presidente se transforma em critério objetivo.  Unicamente em casos muito extremos&lt;br /&gt;
é que podemos, a priori, afirmar  algo sobre o preparo de um candidato para ocupar determinado cargo  executivo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em geral, somente é possível saber se alguém é bem ou  mal preparado após a sua gestão. Afinal, o PSDB e seus aliados sempre  afirmaram que o sociólogo poliglota era mais preparado do que o  metalúrgico monoglota.&lt;br /&gt;
Rumos da economia são resultados de decisões  políticas balizadas por projetos de desenvolvimento que ocorrem em  situações conjunturais concretas. Situações específicas e projetos de  desenvolvimento abrem ao presidente um conjunto de possibilidades. Saber  escolher a melhor opção é a qualidade daquele que está bem preparado,  mas isso somente pode ser avaliado posteriormente. O cenário pós-Lula e a  disputa em torno de critérios de preparo representam tentativas de  despolitizar o período eleitoral que é o momento que deveria preceder o  voto na mudança ou na continuidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O voto dado com consciência  política é sempre um voto pela mudança ou pela continuidade. Portanto, a  tentativa de construir um cenário pós-Lula tem o objetivo de  despolitizar o voto, isto é, retirar do voto a sua possibilidade de  fazer história. Tentam “vender” a ideia de que a história é feita pela  própria história, em um processo espontâneo, e que caberia ao eleitor  escolher o melhor “administrador” da “vida que segue”. No cenário  pós-Lula, o eleitor se torna uma vítima do processo, apenas com a  capacidade de decidir o “administrador”, sua capacidade verdadeira de  ser autor da história é suprimida. A construção de um cenário pós-Lula é  a única alternativa do PSDB e de seus aliados, já que comparações de  realizações têm números bastante confortáveis a favor do projeto do  presidente Lula quando comparados com as (não)realizações do presidente  Fernando Henrique Cardoso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;O crescimento e os objetivos  macroeconômicos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A taxa de crescimento do PIB a partir de 2006  se tornou mais elevada. O crescimento a partir daquele ano trouxe uma  característica de qualidade e durabilidade temporal: a taxa de  crescimento do investimento se tornou, pelo menos, o dobro da taxa de  crescimento de toda a economia. Para evitar que o crescimento tenha o  formato de um “voo de galinha” economias devem buscar, de um lado,  reduzir suas vulnerabilidades e, de outro, elevar a sua taxa de  investimento: mais investimento, hoje, representa mais investimento e  mais crescimento, amanhã. A taxa de crescimento esperada do investimento  (público + privado) em 2010 é de mais de 18%. O investimento público,  considerados os gastos feitos pela União e pelas estatais federais,  alcançará mais de 3% do PIB este ano. O presidente FHC teria de governar  o Brasil por aproximadamente 14 anos para fazer o crescimento que o  presidente Lula fez em oito anos, ou seja, somente teríamos em 2016 o  PIB que vamos alcançar ao final de 2010&lt;br /&gt;
se o país tivesse sido  governado pelo PSDB desde 1995.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O crédito se ampliou  drasticamente na economia brasileira nos últimos anos. Em 2003,  representava menos que 23% do PIB. Em 2009, alcançou mais de 46% do PIB.  O crédito se amplia quando potenciais credores&lt;br /&gt;
e devedores se sentem  seguros para realizar o empréstimo. Os devedores, que são aposentados,  pensionistas, trabalhadores e empresas, vão aos bancos pedir um  empréstimo quando avaliam que poderão honrar seus&lt;br /&gt;
compromissos  futuros. Aos olhos das empresas, a sensação de segurança sobre o futuro  aumenta quando esperam crescimento das suas vendas e, portanto, elevação  de suas receitas. Empresas mais otimistas fazem mais empréstimos. E,  tanto para empresários quanto para trabalhadores, é o ambiente de  crescimento econômico que propicia a formação de cenários otimistas em  relação ao futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ânimo para que trabalhadores, aposentados e  pensionistas fossem aos bancos nesses últimos anos pedir empréstimos  sofreu duas influências. De um lado, houve a inovação institucional do  crédito consignado que deu garantias aos bancos e reduziu a taxa de  juros dos empréstimos (que, aliás, é ainda muito alta) e, de outro, a  criação de milhões e milhões de empregos com carteira assinada. Com a  carteira assinada, o trabalhador, além de se sentir mais seguro, cumpre o  requisito formal para ir ao banco pedir um empréstimo. A carteira  assinada oferece segurança econômica e sentimento de cidadania. Cabe,  ainda, ser mencionado que os bancos públicos foram instrumentos  preciosos para que o crescimento dos anos recentes fosse acompanhado por  um aumento vigoroso do crédito. O crescimento, o aumento do  investimento e a ampliação do crédito foram alcançados em um ambiente  macroeconômico organizado, isto é, inflação controlada, dívida líquida  do setor público monitorada de forma responsável e redução da  vulnerabilidade externa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A inflação do período 1995-2003  resultava exatamente da fraqueza externa da economia brasileira. Crises  desvalorizavam abruptamente a taxa de câmbio que transmitia uma pressão  altista para os preços. Ademais, nesse período os preços administrados  subiam a uma velocidade que era o dobro da velocidade dos preços livres.  Diferentemente, a inflação dos dias de hoje é causada por pressões  pontuais. Há, contudo, um aumento de preços que tem pressionado de forma  mais permanente a inflação: é o aumento dos preços de bebidas e  alimentos. Políticas específicas e criativas para dissolver essa pressão  devem ser implementadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, cabe ser ressaltado que  esse tipo específico de inflação se incorporou à economia brasileira  devido ao tipo de crescimento que o modelo adotou. Um crescimento com  forte distribuição da renda provoca necessariamente aumento acentuado  das compras de bebidas e alimentos. A dívida líquida do setor público,  como proporção do PIB, cresceu de uma média, por ano, no primeiro  mandato do presidente FHC de 32,3% para 50,7% no seu segundo governo. A  média esperada dessa relação no segundo mandato do presidente Lula é de  42,7%. A dívida externa foi anulada e a dívida interna dolarizada,  zerada. As reservas internacionais que auxiliam na redução da  vulnerabilidade externa, hoje, estão em patamar superior a US$ 250  bilhões. No seu segundo mandato, o presidente FHC matinha acumulado em  média um montante inferior a US$ 36 bilhões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Os objetivos  socioeconômicos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O crescimento alcançado nos últimos anos tem  uma evidente característica de maior qualidade social. Nos oito anos  correspondentes aos governos de FHC foram criados somente 1.260.000  empregos com carteira assinada. O governo Lula terá criado de 2003 ao  final de 2010 mais que 10.500.000 empregos. Portanto, FHC teria de  governar o Brasil por 64 anos para atingir a marca do presidente Lula,  ou seja, o PSDB teria de governar o Brasil de 1995 a 2058 para que  pudesse criar a mesma quantidade de empregos com carteira criados com a  implementação do projeto de desenvolvimento do presidente Lula. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O  salário mínimo (SM) é um elemento-chave do objetivo de fazer a economia  crescer e distribuir renda. Ele estabelece o piso da remuneraçãodo  mercado formal de trabalho, influencia as remunerações do mercado  informal e decide o benefício mínimo pago pela Previdência Social.  Portanto, a política de recuperação do salário mínimo, além da política  de ampliação do crédito, tem sido decisiva para democratizar o acesso ao  mercado de bens de consumo. O presidente FHC teria de governar o Brasil  por mais 12 anos para alcançar o patamar de recuperação atingido pelo  presidente Lula para o SM, ou seja, somente em 2015 o trabalhador  receberia o salário mínimo que recebe hoje se o Brasil tivesse sido  governado pelo PSDB desde 1995. Em paralelo à criação de empregos com  carteira assinada e à política de recuperação do salário mínimo, a  ampliação da cobertura e do valor dos benefícios pagos pelo Sistema de  Seguridade Social deve ser considerada decisiva dentro do projeto  desenvolvimentista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em média por mês, durante os dois mandatos do  presidente FHC, foram pagos 18 milhões de benefícios. De 2003 a 2009  foram pagos, em média, mais que 24 milhões de benefícios por mês. O  valor dos benéficos no segundo mandato do presidente Lula é, em média,  36% maior em termos reais do que era no primeiro mandato do presidente  FHC. O Sistema de Seguridade Social brasileiro é um importante elemento  que promove crescimento com desenvolvimento porque, por um lado, reduz  vulnerabilidades e desigualdades sociais e, por outro, injeta recursos  na economia que se transformam diretamente em consumo. Aquele que recebe  um benefício previdenciário ou social gasta quase tudo o que recebe  imediatamente, gerando consumo, empregos, produção e investimentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em  1995, o montante monetário dos benefícios emitidos ao longo do ano foi  de aproximadamente R$ 80 bilhões; em 2009, esse montante alcançou mais  que R$ 319 bilhões (ambos os valores corrigidos de acordo com o INPC  para os dias de hoje). Nos cálculos referidos anteriormente não estão  incluídos os pagamentos feitos pelo programa Bolsa Família, que tem  orçamento muito inferior ao Sistema de Seguridade Social. Esse programa  precisa ser ampliado para se tornar um elemento mais poderoso do projeto  de desenvolvimento. Em 2009, alcançou 12,4 milhões de famílias que  foram beneficiadas com R$ 12,4 bilhões, o que equivale a dizer que cada  família recebeu aproximadamente R$ 83,00 por mês. A ampliação do Bolsa  Família não pode ser oposta à política de fortalecimento do Sistema de  Seguridade Social, que engloba a assistência social (aos idosos e aos  deficientes pobres) e o sistema de previdência (que emite  aposentadorias, pensões etc.). Os miseráveis, os pobres, a classe média e  toda a sociedade brasileira precisam de ambos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somente para  aqueles que pensam que é possível haver desenvolvimento sem crescimento  (ou que desenvolvimento é sinônimo apenas de redução de desigualdades de  renda) é que um real a mais para o Sistema de Seguridade Social poderia  representar um real a menos para o programa Bolsa Família. São os  mesmos que opõem os idosos às crianças, o ensino fundamental ao ensino  universitário, o setor público ao privado, a regulação econômica às  liberdades democráticas e o Estado ao mercado. Na escassez de  crescimento que predominou durante os governos do presidente FHC,  apresentavam sempre a solução deveras conhecida: “focalizar nos mais  necessitados” por meio dos serviços do terceiro setor (ONGs), já que o  Estado é considerado ineficiente, e mediante as doações de empresas que  demonstram “responsabilidade social”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os ideólogos da área social  da era FHC estavam errados. A experiência recente de desenvolvimento  tem mostrado que o aumento do salário mínimo, o fortalecimento do  Sistema de Seguridade Social e a ampliação do Bolsa Família conformam um  tripé essencial de redução da miséria, da pobreza e das  vulnerabilidades sociais, por um lado, e de impulso ao crescimento  econômico baseado no mercado doméstico com redução de desigualdades, por  outro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Resultado que deve ser enfatizado&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A  proporção que os salários ocupam no PIB – ou a distribuição funcional da  renda entre trabalhadores e detentores das rendas do capital – é um  elemento importante para a avaliação da qualidade social da dinâmica  econômica. Esse elemento avalia a capacidade de compra de serviços e  bens por parte de cada segmento social produtivo; avalia, portanto, o  grau de democratização do acesso ao mercado de bens e serviços. Desde  1995 até 2004, houve um contínuo processo de redução da massa salarial  em relação ao PIB. Em 1995, era de 35,2%, em 2004, alcançou o seu pior  nível histórico, 30,8%. A partir de então, houve um nítido processo de  recuperação. Ao final de 2009, retornou para o patamar de 1995.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Perspectivas:  desenvolvimento e planejamento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há dois projetos em disputa: o  estagnacionista, que acentuou vulnerabilidades sociais e econômicas,  aplicado no período 1995-2002, e o desenvolvimentista redistributivista,  em curso. Portanto, o que está em disputa, particularmente neste ano de  2010, são projetos, já testados, que pregam continuidade ou mudança.  Somente no cenário artificial, que a grande mídia tenta criar, chamado  de pós-Lula, é que o que estaria aberto&lt;br /&gt;
para a escolha seria apenas o  nome do “administrador do condomínio Brasil”. Seria como se o “ônibus  Brasil” tivesse trajeto conhecido, mas seria preciso saber apenas quem  seria o melhor, mais eficiente, “motorista”. Se&lt;br /&gt;
for para usar essa  figura, o que verdadeiramente está em jogo em 2010 é o trajeto, ou seja,  o projeto, que obviamente está concretizado em candidatos, aliados e  bases sociais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os resultados da aplicação do projeto  estagnacionista durante os anos 1995-2002 e do projeto  desenvolvimentista aplicado no período 2007- 2010 são bastante nítidos.  Os números são amplamente favoráveis à gestão do&lt;br /&gt;
presidente Lula em  relação à gestão do presidente FHC. Contudo, um alerta é necessário: os  resultados alcançados estão ainda muito aquém das necessidades e das  potencialidades da economia e da sociedade brasileiras. O primeiro passo  de rompimento com a herança deixada por FHC foi o atendimento de  necessidades sociais e econômicas. Medidas e programas quase que  emergenciais foram implantados. Posteriormente, essas ações foram se  transformando em políticas públicas que foram, por sua vez, mostrando  consistência entre si e, dia a dia, foram se conformando em um projeto  de desenvolvimento. Ao longo do governo do presidente Lula, a palavra  desenvolvimento tomou conta dos ministérios, do PT e de demais partidos  políticos aliados, tomou conta dos movimentos sociais e retornou ao  debate acadêmico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O próximo passo é consolidar cada política  pública como parte indissociável do projeto de desenvolvimento. Mas,  para tanto, é necessário pensar, refletir, organizar e planejar. Assim  como a ideia de desenvolvimento retornou, agora é hora de retornar com a  ideia do planejamento. Uma rota de desenvolvimento somente se tornará  segura se estiver acompanhada de planejamento. Políticas públicas devem  ter objetivos e metas quantitativas. Devem conter sistemas de avaliação  rigorosos para medir realizações e necessidades. É preciso que cada  gestor público cultive a cultura da busca de metas – em todas as áreas e  esferas: na cultura, na saúde, na educação, na economia etc. Planejar  não significa somente olhar para os próximos cinqüenta anos, significa  também planejar cada dia, cada mês, cada ano... De forma detalhada, de  forma obsessiva. Sem planejamento, uma trajetória desenvolvimentista  promissora pode se transformar em “salto de trampolim”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;(*) O  articulista é diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do IPEA e  professor-doutor do Instituto de Economia da UFRJ (joaosicsu@gmail.com).&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;(1).  Esses aspectos, embora fundamentais, nãoserão tratados neste artigo.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;color: #cc3333; font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;&lt;strong&gt;UM POUCO MAIS DE  SERIEDADE&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois de fracassar na versão &#39;continuador de Lula&#39;, Serra adota o  discurso da UDN de 1964 e fala como um ectoplasma de Carlos Lacerda. Em  SP, na 4º feira e 5º, no Rio, onde sua candidatura derrete, o  presidenciável demotucano afirmou que as centrais sindicais que apóiam  Dilma são pelegas e que o Brasil se transformou numa &#39; república  sindicalista sob o governo Lula&#39;. Em outubro de 2002, em momento  igualmente desfavorável como candidato de FHC contra Lula, Serra  declarava que se o petista vencesse as eleições --como de fato venceu e  gerou 10 milhões de empregos de janeiro de 2003 a junho de 2010-- o  Brasil iria se transformar numa Venezuela e a economia explodiria, como  na Argentina. Diante do destempero, o saudoso  economista Celso Furtado  declarou então ao site de campanha do PT, numa entrevista publicado em  13-10-2002. Aspas para as atualíssimas observações do grande economista  brasileiro: &#39;O Serra está aperreado. Como ele vê que todos os apoios vão  para o Lula, ele se destempera, diz coisas descabidas, tenta juntar  fatos sem nexo. Mistura tudo, Brasil, Venezuela, descontrole cambial e  eleições. Um pouco mais de seriedade. O Brasil precisa de seriedade.  Existe uma expressão francesa para definir esse comportamento [de  Serra]: aux bois, quer dizer, ladrando a torto e a direito. Enfim, o  sujeito está no sufoco, fala qualquer coisa. É o fim de festa&#39;. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;         &lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;autor&quot;&gt;(Carta Maior, 16-12)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://alexvaz2010.blogspot.com/2010/07/re-visoes-do-desenvolvimento.html</link><author>noreply@blogger.com (Alex Vaz)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3546294938319147981.post-4464164397551226215</guid><pubDate>Sat, 12 Jun 2010 21:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-12T18:13:34.388-03:00</atom:updated><title>A campanha que sobrou ao conservadorismo brasileiro</title><description>&lt;div class=&quot;titulo&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;                      &lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;linhafina&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É significativo que no momento de  importantes dificuldades da candidatura Serra se tente atacar “o grande  eleitor” e o líder eleito das grandes mudanças desses últimos anos. Mas  não há surpresa na volta ao mesmo lugar: medo, produzir medo. Lula não é  a liderança que se afirmou como presidente, na versão de alguns, é uma  inquietante ameaça e um permanente transgressor. O conservadorismo  brasileiro não consegue sequer nomear, pronunciar, soletrar o nome  dessas mudanças. Também é incapaz de reconhecer outras políticas que não  as suas. Este comportamento é que é a ameaça autoritária. A análise é  de Flavio Koutzii.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;                      &lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;headline-link&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Flavio Koutzii (*)&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;                                   Na quinta-feira, feriado, 3 de junho, o  tradicional programa de debates Conversas Cruzadas teve como tema de  discussão o presidente Lula. O programa transmitido para todo o Rio  Grande do Sul pela TV COM (RBS) foi emblemático, no sentido de  exemplificar notavelmente um certo padrão sofisticado (mas não muito) de  construção de pauta política. Para os que não acompanham, o programa  diário comemora nestes dias 15 anos, tendo há 13 anos Lasier Martins  como seu âncora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Voltando ao dia 3, o apresentador abre, como de  praxe, situando o tema. Inicia destacando a singularidade de Lula. Diz  ele:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;“Lula é ímpar, seja por sua história de vida, seja como  ídolo maior da parte do eleitorado brasileiro e receber invejável  aprovação, seja pela curiosidade mundial que desperta por onde anda em  suas constantes viagens ao exterior, seja pela fama de seu estilo  peculiar classificado inclusive como “o cara” pelo presidente mais  poderoso do planeta. Entretanto, como é bem sabido, Lula, internamente,  aqui no país, tem criado constantes controvérsias por posicionamentos  políticos, condutas, pronunciamentos, podendo-se até exemplificar:&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;·  suas simpatias por governos contestados de Fidel Castro, Chávez, Evo  Morales e Ahmadinejad&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;· e igualmente quando critica o Judiciário  Nacional&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;· ou critica o Tribunal de Contas da União por ter de  cumprir rituais burocráticos que retardam licitações.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;· também  como agora ao ironizar pessoas que protestam contra a elevada carga  tributária do Brasil&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;· como igualmente neste rol de fatos quando  infringe e reincide em repetidas inobservâncias da lei eleitoral para  fazer campanha aberta e antecipada da sua candidata do pleito de outubro&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;·  Etecétera&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;O que o Conversas Cruzadas de hoje, pelos fatos  invocados, quer discutir em função do período eleitoral que já se está  vivendo é justamente o comportamento do presidente da República. Estará  ele certo ao quebrar costumes – para não dizer infringir leis – quem  sabe até querendo propor mudanças de paradigmas e, este comportamento  presidencial, escorado no seu enorme prestígio pessoal, exercerá  influência pequena, média ou decisiva no resultado das eleições de  outubro? Que lições se pode retirar da atual conduta da figura mais  notória da vida nacional? Será apenas censurável? Ou nem isso? E sim,  digno de alguma admiração? Enfim, o comportamento do presidente da  República é o tema do Conversas Cruzadas.”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os leitores têm  até aqui, textualmente, o que foi dito por Lasier. É um percurso  sugestivo. Ele destaca o “Lula ímpar”, o “ídolo maior”, “a fama”, “o  cara”, etc, e logo depois elenca os “posicionamentos controversos”  propondo como centro do programa o “comportamento do presidente”, que  “quebra costumes”, “infringe leis”, “muda paradigmas”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É notável,  como fica evidente, que setores políticos da mídia e da população fazem  um deslocamento interessado – ao olhar os fatos políticos – para o  aspecto comportamental. Me explico: (por isso o programa é emblemático) a  exaltação-reconhecimento de Lula é posta neste caso para discutir o seu  comportamento, os seus supostos excessos, o seu jeito. Desta forma não  precisam discutir – porque não querem e não lhes convém – a sua “obra”.  Este é o nome do jogo: comportamento, não políticas!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É claro que a  tentação “comportamental” faz parte do universo político, bem como do  seu marketing. É muito evidente que os comportamentos na política não  são meros aspectos de personalidade; acabam sendo sempre,  principalmente, escolhas políticas. Mas o reducionismo ao comportamental  aproxima a política da trama novelesca, da simplificação maniqueísta e  facilita a manipulação simbólica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A outra vertente embutida na  construção da pauta do programa é de fato a caracterização do Lula “fora  da lei”, verbalizada expressamente. Aí as coisas se juntam, ele que é  tão ímpar se conduziria também – como disse Serra, seu particular  admirador – como alguém “acima do bem e do mal”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como, por  definição, o programa é de conversas cruzadas, obviamente a  contextualização editorial encontrou em alguns participantes  desdobramentos mais eloqüentes, militantes e radicais para avançar na  sugestão da pauta escolhida. E não deu outra. Os dois debatedores  situados adequadamente à direita do mediador e equivocadamente à  esquerda do olhar do espectador, defenderam energicamente as idéias:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1)  de que claramente Lula teria um grande desprezo pelas instituições;&lt;br /&gt;
2)  “tratorou” a oposição;&lt;br /&gt;
3) investe contra os outros poderes;&lt;br /&gt;
4) é o  líder dos países totalitários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É significativo que no momento de  importantes dificuldades da candidatura Serra se tente atacar “o grande  eleitor” e o líder eleito das grandes mudanças desses últimos anos. Mas  não há surpresa na volta ao mesmo lugar: medo, produzir medo. Lula não é  a liderança que se afirmou como presidente, na versão de alguns, é uma  inquietante ameaça e um permanente transgressor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas continua  insuportável que não se reconheça, ao menos, que para mudar e avançar em  algumas questões importantes para a sociedade brasileira é preciso  mesmo quebrar alguns paradigmas, tensionar, enfrentar paralisias.  Trata-se de mudanças elementares, necessárias e imprescindíveis. O  conservadorismo brasileiro não consegue sequer nomear, pronunciar,  soletrar o nome desses avanços. Também é incapaz de reconhecer outras  políticas que não as suas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este comportamento é que é a ameaça  autoritária.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas, sobretudo, é espantoso como, mesmo registrando o  Brasil progressos tão significativos, nunca é a exaltação a essa  realidade o nome da pauta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De fato, esse padrão de abordagem  repete-se por todo o Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta é a “campanha” que lhes sobrou.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já  perderam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;(*) Sociólogo&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://alexvaz2010.blogspot.com/2010/06/campanha-que-sobrou-ao-conservadorismo.html</link><author>noreply@blogger.com (Alex Vaz)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3546294938319147981.post-4464862064763926681</guid><pubDate>Fri, 04 Jun 2010 21:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-04T18:13:58.788-03:00</atom:updated><title>Reproduzido do Conversa Afiada</title><description>&lt;!-- Inicio content post --&gt;             &lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Livro desnuda a relação de Serra com Dantas. &lt;br /&gt;
É por isso que Serra se aloprou&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O &lt;b&gt;Conversa Afiada&lt;/b&gt; recebeu de amigo navegante mineiro  o texto que serve de introdução ao livro “Os porões da privataria” de &lt;b&gt;Amaury  Ribeiro&lt;/b&gt; &lt;b&gt;Jr&lt;/b&gt;., que será lançado logo depois da  Copa, em capítulos, na internet. &lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vai desembarcar na eleição.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É um trabalho de dez anos de Amaury Ribeiro Jr, que começou quando  ele era do Globo e se aprofundou com uma reportagem na IstoÉ sobre a CPI  do Banestado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não são documentos obtidos com espionagem – como quer fazer crer o  PiG (*), na feroz defesa de Serra.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É o resultado de um trabalho minucioso, em cima de documentos  oficiais e de fé pública.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um dos documentos&amp;nbsp; Amaury Ribeiro obteve depois de a Justiça lhe  conceder “exceção da verdade”, num processo que Ricardo Sergio de  Oliveira move contra ele. E perdeu.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O processo onde se encontram muitos documentos foi emcaminhado à  Justiça pelo notável tucano Antero Paes e Barros e pelo relator da CPI&amp;nbsp;  do Banestado, o petista José Mentor.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Amaury mostra, pela primeira vez, a prova concreta de como, quanto e  onde Ricardo Sergio recebeu pela privatização.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Num outro documento, aparece o ex-sócio de Serra e primo de Serra,  Gregório Marin Preciado no ato de pagar mais de US$ 10 milhões a uma  empresa de Ricardo Sergio.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As relações entre o genro de Serra e o banqueiro Daniel Dantas estão  esmiuçadas de forma exaustiva nos documentos a que Amaury teve acesso. O  escritório de lavagem de dinheiro Citco Building, nas Ilhas Virgens  britânicas, um paraíso fiscal, abrigava a conta de todo o alto tucanato  que participou da privataria.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não foi a Dilma quem falou da empresa da filha do Serra com a irmã do  Dantas. Foi o &lt;a href=&quot;http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2010/06/02/dilma-nao-falou-da-empresa-de-filha-do-serra-e-irma-de-dantas-foi-o-c-af/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;b&gt;Conversa Afiada&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
Que dedica a  essa assunto – Serra com Dantas – uma especial atenção.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Leia a introdução ao livro que aloprou o Serra:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
Os porões da privataria&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quem recebeu  e quem pagou propina. Quem enriqueceu na função pública. Quem usou o  poder para jogar dinheiro público na ciranda da privataria. Quem obteve  perdões escandalosos de bancos públicos. Quem assistiu os parentes  movimentarem milhões em paraísos fiscais. Um livro do jornalista Amaury  Ribeiro Jr., que trabalhou nas mais importantes redações do país,  tornando-se um especialista na investigação de crimes de lavagem do  dinheiro, vai descrever os porões da privatização da era FHC. Seus  personagens pensaram ou pilotaram o processo de venda das empresas  estatais. Ou se aproveitaram do processo. Ribeiro Jr. promete mostrar,  além disso, como ter parentes ou amigos no alto tucanato ajudou a  construir fortunas. Entre as figuras de destaque da narrativa estão o  ex-tesoureiro de campanhas de José Serra e Fernando Henrique Cardoso,  Ricardo Sérgio de Oliveira, o próprio Serra e três dos seus parentes: a  filha Verônica Serra, o genro Alexandre Bourgeois e o primo Gregório  Marin Preciado. Todos eles, afirma, tem o que explicar ao Brasil.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;Ribeiro Jr. vai detalhar, por exemplo, as ligações perigosas de  José Serra com seu clã. A começar por seu primo Gregório Marín Preciado,  casado com a prima do ex-governador Vicência Talan Marín. Além de  primos, os dois foram sócios. O “Espanhol”, como (Marin) é conhecido,  precisa explicar onde obteve US$ 3,2 milhões para depositar em contas de  uma empresa vinculada a Ricardo Sérgio de Oliveira, homem-forte do  Banco do Brasil durante as privatizações dos anos 1990. E continuará  relatando como funcionam as empresas offshores semeadas em paraísos  fiscais do Caribe pela filha – e sócia — do ex-governador, Verônica  Serra e por seu genro, Alexandre Bourgeois. Como os dois tiram vantagem  das suas operações, como seu dinheiro ingressa no Brasil … &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;Atrás da máxima “Siga o dinheiro!”, Ribeiro Jr perseguiu o  caminho de ida e volta dos valores movimentados por políticos e  empresários entre o Brasil e os paraísos fiscais do Caribe, mais  especificamente as Ilhas Virgens Britânicas, descoberta por Cristóvão  Colombo em 1493 e por muitos brasileiros espertos depois disso. Nestas  ilhas, uma empresa equivale a uma caixa postal, as contas bancárias  ocultam o nome do titular e a população de pessoas jurídicas é maior do  que a de pessoas de carne e osso. Não é por acaso que todo dinheiro de  origem suspeita busca refúgio nos paraísos fiscais, onde também são  purificados os recursos do narcotráfico, do contrabando, do tráfico de  mulheres, do terrorismo e da corrupção. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;A trajetória do empresário Gregório Marin Preciado, ex-sócio,  doador de campanha e primo do candidato do PSDB à Presidência da  República mescla uma atuação no Brasil e no exterior. Ex-integrante do  conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa),  então o banco público paulista – nomeado quando Serra era secretário de  planejamento do governo estadual, Preciado obteve uma redução de sua  dívida no Banco do Brasil de R$ 448 milhões (1) para irrisórios R$ 4,1  milhões. Na época, Ricardo Sérgio de Oliveira era diretor da área  internacional do BB e o todo-poderoso articulador das privatizações sob  FHC. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;(Ricardo Sergio é aquele do “estamos no limite da  irresponsabilidade. Se&amp;nbsp; der m… “, o momento Péricles de Atenas do  Governo do Farol – PHA)&lt;br /&gt;
Ricardo Sérgio também ajudaria o primo de  Serra, representante da Iberdrola, da Espanha, a montar o consórcio  Guaraniana. Sob influência do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, mesmo  sendo Preciado devedor milionário e relapso do BB, o banco também se  juntaria ao Guaraniana para disputar e ganhar o leilão de três estatais  do setor elétrico (2). &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;O que é mais inexplicável, segundo o autor, é que o primo de  Serra, imerso em dívidas, tenha depositado US$ 3,2 milhões no exterior  através da chamada conta Beacon Hill, no banco JP Morgan Chase, em Nova  York.&amp;nbsp; É o que revelam documentos inéditos obtidos dos registros da  própria Beacon Hill em poder de Ribeiro Jr. E mais importante ainda é  que a bolada tenha beneficiado a Franton Interprises. Coincidentemente, a  mesma empresa que recebeu depósitos do ex-tesoureiro de Serra e de FHC,  Ricardo Sérgio de Oliveira, de seu sócio Ronaldo de Souza e da empresa  de ambos, a Consultatun. A Franton, segundo Ribeiro, pertence a Ricardo  Sérgio.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;A documentação da Beacon Hill levantada pelo repórter  investigativo radiografa uma notável movimentação bancária nos Estados  Unidos realizada pelo primo supostamente arruinado do ex-governador. Os  comprovantes detalham que a dinheirama depositada pelo parente do  candidato tucano à Presidência na Franton oscila de US$ 17 mil (3 de  outubro de 2001) até US$ 375 mil (10 de outubro de 2002). Os lançamentos  presentes na base de dados da Beacon Hill se referem a três anos. E  indicam que Preciado lidou com enormes somas em dois anos eleitorais –  1998 e 2002 – e em outro pré-eleitoral – 2001. Seu período mais  prolífico foi 2002, quando o primo disputou a presidência contra Lula. A  soma depositada bateu em US$ 1,5 milhão. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;O maior depósito do endividado primo de Serra na Beacon Hill,  porém, ocorreu em 25 de setembro de 2001. Foi quando destinou à offshore  Rigler o montante de US$ 404 mil. A Rigler, aberta no Uruguai, outro  paraíso fiscal, pertenceria ao doleiro carioca Dario Messer, figurinha  fácil desse universo de transações subterrâneas. Na operação Sexta-Feira  13, da Polícia Federal, desfechada no ano passado, o Ministério Público  Federal apontou Messer como um dos autores do ilusionismo financeiro  que movimentou, através de contas no exterior, US$ 20 milhões derivados  de fraudes praticadas por três empresários em licitações do Ministério  da Saúde. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;O esquema Beacon Hill enredou vários famosos, entre eles o  banqueiro Daniel Dantas. Investigada no Brasil e nos Estados Unidos, a  Beacon Hill foi condenada pela justiça norte-americana, em 2004, por  operar contra a lei.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;Percorrendo os caminhos e descaminhos dos milhões extraídos do  país para passear nos paraísos fiscais, Ribeiro Jr. constatou a  prodigalidade com que o círculo mais íntimo dos cardeais tucanos abre  empresas nestes édens financeiros sob as palmeiras e o sol do Caribe.  Foi assim com Verônica Serra. Sócia do pai na ACP Análise da Conjuntura,  firma que funcionava em São Paulo em imóvel de Gregório Preciado,  Verônica começou instalando, na Flórida, a empresa Decidir.com.br,&amp;nbsp; em  sociedade com Verônica Dantas, irmã e sócia&amp;nbsp; do banqueiro Daniel Dantas,  que arrematou várias empresas nos leilões de privatização realizados na  era FHC. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;Financiada pelo banco Opportunity, de Dantas, a empresa possui  capital de US$ 5 milhões. Logo se transfere com o nome Decidir  International Limited para o escritório do Ctco Building, em Road Town,  ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas. A Decidir do Caribe  consegue trazer todo o ervanário para o Brasil ao comprar R$ 10 milhões  em ações da Decidir do Brasil.com.br, que funciona no escritório da  própria Verônica Serra, vice-presidente da empresa. Como se percebe,  todas as empresas tem o mesmo nome. É o que Ribeiro Jr. apelida de  “empresas-camaleão”. No jogo de gato e rato com quem estiver interessado  em saber, de fato, o que as empresas representam e praticam é preciso  apagar as pegadas. É uma das dissimulações mais corriqueiras detectada  na investigação.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;Não é outro o estratagema seguido pelo marido de Verônica, o  empresário Alexandre Bourgeois. O genro de Serra abre a Iconexa Inc no  mesmo escritório do Ctco Building, nas Ilhas Virgens Britânicas, que  interna dinheiro no Brasil ao investir R$ 7,5 milhões em ações da  Superbird. com.br que depois muda de nome para&amp;nbsp; Iconexa S.A…Cria também a  Vex capital no Ctco Building, enquanto Verônica passa a movimentar a  Oltec Management no mesmo paraíso fiscal. “São empresas-ônibus”, na  expressão de Ribeiro Jr., ou seja, levam dinheiro de um lado para o  outro.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;De modo geral, as offshores cumprem o papel de justificar perante  o Banco Central e à Receita Federal a entrada de capital estrangeiro  por meio da aquisição de cotas de outras empresas, geralmente de capital  fechado, abertas no país. Muitas vezes, as offshores compram ações de  empresas brasileiras em operações casadas na Bolsa de Valores. São  frequentemente operações simuladas tendo como finalidade única internar  dinheiro nas quais os procuradores dessas offshores acabam comprando  ações de suas próprias empresas… Em outras ocasiões, a entrada de  capital acontecia através de sucessivos aumentos de capital da empresa  brasileira pela sócia cotista no Caribe, maneira de obter do BC a  autorização de aporte do capital no Brasil. Um emprego alternativo das  offshores é usá-las para adquirir imóveis no país.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;Depois de manusear centenas de documentos, Ribeiro Jr. observa  que Ricardo Sérgio, o pivô das privatizações — que articulou os  consórcios usando o dinheiro do BB e do fundo de previdência dos  funcionários do banco, a Previ, “no limite da irresponsabilidade”  conforme foi gravado no famoso “Grampo do BNDES” — foi o pioneiro nas  aventuras caribenhas entre o alto tucanato. Abriu a trilha rumo às  offshores e as contas sigilosas da América Central ainda nos anos 1980.  Fundou a offshore Andover, que depositaria dinheiro na Westchester, em  São Paulo, que também lhe pertenceria… &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ribeiro Jr. promete  outras revelações. Uma delas diz respeito a um dos maiores empresários  brasileiros, suspeito de pagar propina durante o leilão das estatais, o  que sempre desmentiu. Agora, porém, existe evidência, também obtida na  conta Beacon Hill, do pagamento da US$ 410 mil por parte da empresa  offshore Infinity Trading, pertencente ao empresário, à Franton  Interprises, ligada a Ricardo Sérgio.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;(1)A dívida de Preciado com o Banco do Brasil foi estimada em US$  140 milhões, segundo declarou o próprio devedor. Esta quantia foi  convertida em reais tendo-se como base a cotação cambial do período de  aproximadamente R$ 3,2 por um dólar.&lt;br /&gt;
(2)As empresas arrematadas foram  a Coelba, da Bahia, a Cosern, do Rio Grande do Norte, e a Celpe, de  Pernambuco.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;(*) PiG: Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais  conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma  única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se  transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa  Golpista.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;a href=&quot;http://www.conversaafiada.com.br/&quot;&gt;Paulo Henrique Amorim&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://alexvaz2010.blogspot.com/2010/06/reproduzido-do-conversa-afiada.html</link><author>noreply@blogger.com (Alex Vaz)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3546294938319147981.post-1339392914719419888</guid><pubDate>Wed, 26 May 2010 15:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-26T12:19:57.466-03:00</atom:updated><title>Lula, as elites e o vira-latas</title><description>&lt;div class=&quot;linhafina&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É  extremamente interessante que o  brasileiro de maior destaque no mundo  hoje seja um mestiço, nordestino,  de origens paupérrimas e com déficit  de educação formal. Para todos os  segmentos das elites nacionais,  nostálgicas de uma Europa que as  rejeita, é como uma bofetada! E assim  foi compreendida a lista do Time.  Daí a resposta das elites: o  silêncio!&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;headline-link&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Francisco Carlos  Teixeira&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;texto&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Seguindo outros grandes  meios de comunicação  globais, a revista Time escolheu – na semana  passada - o presidente  Lula como o líder mais influente do mundo. A  notícia repercutiu em todo o  mundo, sendo matéria de primeira página,  no jornalão El País.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Elite  e preconceito&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Na  verdade a matéria o apontava como o homem mais  influente do mundo,  posto que nem só políticos fossem alinhados na larga  lista composta  pelo Time. Esta não é a primeira vez que Lula merece  amplo destaque na  imprensa mundial. Os jornais Le Monde, de Paris, e o  El País, o mais  importante meio de comunicação em língua espanhola (e  muito atento aos  temas latino-americanos) já haviam, na virada de 2009,  destacado Lula  como o “homem do ano”. O inédito desta feita, com a  revista Time, foi  fazer uma lista, incluindo aí homens de negócios,  cientistas e artistas  mundialmente conhecidos. Entre os quais está o  brasileiro Luis Inácio  da Silva, nascido pobre e humilde em Caetés, no  interior de Pernambuco,  em 1945, o presidente do Brasil aparece como o  mais influente de todas  as personalidades globais. Por si só, dado o  ponto de partida da  trajetória de Lula e as deficiências de formação  notórias é um fato que  merece toda a atenção. No Brasil a trajetória de  Lula tornou-se um  símbolo contra toda a forma de exclusão e um cabal  desmentido aos  preconceitos culturalistas que pouco se esforçam para  disfarçar o  preconceito social e de classe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É extremamente   interessante, inclusive para uma sociologia das elites nacionais, que o   brasileiro de maior destaque no mundo hoje seja um mestiço, nordestino,   de origens paupérrimas e com grande déficit de educação formal. Para   todos os segmentos das elites nacionais, nostálgicas de uma Europa que   as rejeita, é como uma bofetada! E assim foi compreendida a lista do   Time. Daí a resposta das elites: o silêncio sepulcral!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Lula   Líder Mundial&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Desde 2007 a imprensa mundial, depois de  colocá-lo  ao lado de líderes cubanos e nicaraguenhos num pretenso  “eixinho do  mal”, teve que aceitar a importância da presença de Lula  nas relações  internacionais e reconhecer a existência de uma  personalidade original,  complexa e desprovida de complexos  neocoloniais. Em 2008 a Newsweek,  seguida pela Forbes, admitiam Lula  como um personagem de alcance  mundial. O conservador Financial Times  declarava, em 2009, que Lula,  “com charme e habilidade política” era um  dos homens que haviam moldado a  primeira década do século XXI. Suas  ações, em prol da paz, das  negociações e dos programas de combate à  pobreza eram responsáveis pela  melhor atenção dada, globalmente, aos  pobres e desprovidos do mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo  no momento da  invasão do Iraque, em busca das propaladas “armas de  destruição em  massa”, Lula havia proposto a continuidade das negociações  e declarado  que a guerra contra a fome era mais importante que  sustentar o complexo  industrial-militar norte-americano. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em  2010, em meio  a uma polêmica bastante desinformada no Brasil – quando  alguns meios  de comunicação nacionais ridicularizaram as propostas de  negociação  para a contínua crise no Oriente Médio – o jornal israelense  Haaretz –  um importante meio de comunicação marcado por sua  independência –  denominou Lula de “profeta da paz”, destacando sua  insistência em  buscar soluções negociadas para a paz. Enquanto isso, boa  parte da  mídia brasileira, fazendo eco à extrema-direita israelense,  procurava  diminuir o papel do Brasil na nova ordem mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lula,   talvez mesmo sem saber, utilizando-se de sua habilidade política e de   seu incrível sentido de negociações, repetia, nos mais graves dossiês   internacionais, a máxima de Raymond Aron: a paz se negocia com inimigos.   As exigências, descabidas e mal camufladas de recusa ás negociações,   sempre baseadas em imposições, foram denunciadas pelo presidente   brasileiro. Idéias pré-concebidas estabelecendo a necessidade de mudar   regimes para se ter a paz ou usar as baionetas para garantir a   democracia foram consideradas, como sempre, desculpas para novas   guerras. Lula mostrou-se, em várias das mais espinhosas crises   internacionais, um negociador permanente. Foi assim na crise do golpe de   Estado na Venezuela em 2002 (quando ainda era candidato) e nas demais   crises sul-americanas, como na Bolívia, com o Equador e como mediador  em  crises entre outros países.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Lula negociador&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
O  mais  surpreendente é que o reconhecimento internacional do presidente   brasileiro não traz qualquer orgulho para a elite brasileira. Ao   contrário. Lula foi ridicularizado por sua política no Oriente Médio.   Enquanto isso o presidente de Israel, Shimon Perez ou o Grande-Rabino   daquele país solicitavam o uso do livre trânsito do presidente para   intervir junto ao irascível presidente do Irã. Dizia-se aqui que Lula   ofendera Israel, enquanto o Haaretz o chamava de “profeta da paz” e a   Knesset (o parlamento de Israel) o aplaudia em pé. No mesmo momento o   Brasil assinava importantes acordos comerciais com Israel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ridicularizou-se   ao extremo a atuação brasileira em Honduras, sem perceber a terrível   porta que se abria com um golpe militar no continente. Lula teve a   firmeza e a coragem, contra a opinião pública pessimamente informada, de   dizer e que “... a época de se arrancar presidentes de pijama” do   palácio do governo e expulsá-los do país pertencia, definitivamente, a   noite dos tempos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Honduras teve que arcar com o peso, e  os  prejuízos, de sustentar uma elite empedernida, que escrevera na   constituição, após anos de domínio ditatorial, que as leis, o mundo e a   vida não podem ser mudados. Nem mesmo através da expressa vontade do   povo! E a elite brasileira preferiu ficar ao lado dos golpistas   hondurenhos e aceitar um precedente tenebroso para todo o continente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Brasil,   país no mundo!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Também se ridicularizou a abertura das  relações  do Brasil com o conjunto do planeta. Em oito anos abriu-se  mais de  sessenta novas representações no exterior, tornando o Brasil um  país  global. Os nostálgicos do “circuito Helena Rubinstein” – relações   privilegiadas com Nova York, Londres e Paris – choraram a   “proletarização” de nossas relações. Com a crise econômica global – que   desmentiu os credos fundamentalistas neoliberais – a expansão do Brasil   pelo mundo, os novos acordos comerciais (ao lado de um mercado interno   robusto) impediram o Brasil de cair de joelhos. Outros países,  atrelados  ao eixo norte-atlântico e aqueles que aceitaram uma “pequena  Alca”,  como o México, debatem-se no fundo de suas infelicidades. Lula  foi  ridicularizado quando falou em “marolhinha”. Em seguida o  ex-poderoso e o  ex-centro anti-povos chamado FMI, declarou as medidas  do governo Lula  como as mais acertadas no conjunto do arsenal  anti-crise.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais  uma vez silêncio das elites  brasileiras!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lula foi considerado  fomentador da  preguiça e da miséria ao ampliar, recriar, e expandir  ações de  redistribuição de renda no país. A miséria encolheu e mais de  91  milhões de brasileiros ascenderam para vivenciar novos patamares de   dignidade social... A elite disse que era apoiar o vício da preguiça,   ecoando, desta feita sabendo, as ofensas coloniais sobre “nativos”   preguiçosos. Era a retro-alimentação do mito da “pereza ibérica”. Uma   ajuda de meio salário, temporária, merece por parte da elite um   bombardeio constante. A corrupção em larga escala, dez vezes mais cara e   improdutiva ao país que o Bolsa Família, e da qual a elite nacional  não  é estranha, nunca foi alvo de tantos ataques.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A  ONU acabou  escolhendo o Programa Bolsa Família como símbolo mundial do  resgate dos  desfavorecidos. O ultra-conservador jornal britânico The  Economist o  considerou um modelo de ação para todos os países tocados  pela pobreza e  o Le Monde como ação modelar de inclusão social.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais  uma vez a  elite nacional manteve-se em silêncio!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em  suma, quando a  influente revista, sem anúncios do governo brasileiro,  Time escolhe Lula  como o líder mais influente do mundo, a mídia  brasileira “esquece” de  noticiar. Nas páginas internas, tão encolhidas  como um vira-lata em dia  de chuva noticia-se que Lula “... está entre  os 25 lideres mais  influentes do mundo”. Errado! A lista colocava Lula  como “o mais”  influente do mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora se espera o  silêncio da elite  brasileira!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;linha-fina&quot; style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4615&amp;amp;alterarHomeAtual=1&quot;&gt;Francisco  Carlos Teixeira é professor  Titular de História Moderna e  Contemporânea da Universidade Federal do  Rio de Janeiro (UFRJ).&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://alexvaz2010.blogspot.com/2010/05/lula-as-elites-e-o-vira-latas.html</link><author>noreply@blogger.com (Alex Vaz)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3546294938319147981.post-920427288314785283</guid><pubDate>Mon, 24 May 2010 14:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-24T11:00:41.112-03:00</atom:updated><title>Obana pediu para que Lula negociasse com o Irã. E agora trapalhões da Globo?</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://draft.blogger.com/goog_1380858123&quot;&gt; &lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://fatosnovosnovasideias.wordpress.com/&quot;&gt;por Francisco Barreira&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O primeiro erro é  desatenção. O segundo é burrice. O terceiro é safadeza.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O pessoal da Globo é tão  reincidente que &amp;nbsp;muitas vezes&amp;nbsp; eu nem comento nada, para não se  repetitivo e &amp;nbsp;cansar o leitor. &amp;nbsp;Ontem mesmo, estava dizendo que só a  mídia brasileira faz questão de não ver que, no Irã, a diplomacia  brasileira não persegue o espalhafato e o sucesso fácil. Na verdade,  nossa política ali &amp;nbsp;tem o sentido de preservar nossos interesses  estratégicos (permanentes) &amp;nbsp;que são diferentes, quando &amp;nbsp;não forem  opostos, aos&amp;nbsp; interesses norte-americanos do mesmo gênero.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Entretanto, a mídia  nacional, sobretudo O Globo, persiste na posição grotescamente  americanófila. Os profissionais dessa organização &amp;nbsp;estão tão habituados  ao&amp;nbsp; permanente alinhamento com os interesses considerados vitais dos  Estados Unidos (mesmo quando eles são frontalmente contrários aos  interesses brasileiros) que denunciam como grave heresia qualquer ação  que contrarie &amp;nbsp;minimamente as orientações do Departamento de Estado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Mas é claro que eles não  agem assim porque são lerdos ou mal informados. Agem assim, porque são  tão mal intencionados quanto bem remunerados &amp;nbsp;e reduzem deliberadamente&amp;nbsp;  sua clientela, os leitores, &amp;nbsp;a uma “legião de otários”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Durante duas semanas estes  calhordas vieram batendo monotonamente na mesma tecla. A de que nossa  ação em Teerã foi &amp;nbsp;uma gafe ou mesmo uma rasa trapalhada. Por conta  disso, o Itamaraty foi obrigado a deixar vazar a notícia da&amp;nbsp; existência  de uma carta do presidente Obama (de quinze dias atrás) dirigida ao  presidente Lula. Nela, o líder americano manifesta sua simpatia &amp;nbsp;e até  estimula a ação brasileira junto aos dirigentes iranianos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ontem, finalmente,&amp;nbsp; vieram&amp;nbsp;à  tona alguns trechos da carta, dando conta de que a diplomacia  brasileira estava agindo com competência e na direção correta. A gafe e  as trapalhadas eram tão somente as da Direção e dos&amp;nbsp; profissionais da  Organizações Globo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Este assunto é tão sério e  mexe de forma tão profunda com a honra, o sentimento e a própria&amp;nbsp;  soberania nacional, que não podemos tratá-lo de forma leviana ou  genérica. É necessário nomear, portanto, os principais personagens desta  insólita aventura antinacional: Willian Waack, Alexandre Garcia, Míriam  Leitão, Renato Machado &amp;nbsp;e o palhaço Jabor. No jornal O Globo, despontou  Merval Pereira, na Rádio CBN, Carlos Alberto Sardenberg.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Habituados a, de forma  arrogante e covarde,&amp;nbsp;&amp;nbsp;nomear, &amp;nbsp;ridicularizar ou tratar como terroristas a  todos os que se insurgem contra a hegemonia norte-americana, &amp;nbsp;eles  precisam saber que o vento que venta lá, venta cá.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; 19-05-10&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Para entender a&amp;nbsp;  “crise” do Irã.&amp;nbsp;O Brasil defende a sua própria indústria nuclear &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A questão iraniana já está  dominada pela emoção. É preciso, então, deputar o raciocínio para&amp;nbsp; que  &amp;nbsp;&amp;nbsp;a razão volte a preponderar. Para isso, vamos, inicialmente,&amp;nbsp; separar  os dois aspectos que envolvem a mesma questão: &lt;strong&gt;a&lt;/strong&gt;- &amp;nbsp;a  espetacular &amp;nbsp;jogada da diplomacia brasileira que&amp;nbsp; com o Acordo de Teerã,  assinado domingo, colocou em cheque e na defensiva toda a estrutura  logística norte-americana de perpetuação de seu poder hegemônico global:  &lt;strong&gt;b- &lt;/strong&gt;os interesses&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;estratégicos  permanentes do Brasil (soberania nacional) que estão sob ameaça, tanto  quanto os do Irã, no que diz respeito ao&amp;nbsp; direito de desenvolver, com  autonomia, seus programas nucleares para fins pacíficos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No item &lt;strong&gt;a &lt;/strong&gt;que  chamaremos de “jogo diplomático” e onde tem preponderado o  estardalhaço, a diplomacia brasileira desnudou a farsa montada pelo  Departamento de Estado norte-americano que visava constranger o governo  iraniano a abrir mão de seu programa nuclear &amp;nbsp;fosse pacífico ou não,  fosse militar ou não: o acordo assinado em Teerã por Lula, Ahmadinejad e  &amp;nbsp;Recep Erdogan, o primeiro ministro turco, é&amp;nbsp; absolutamente igual ao  proposto em outubro do ano passado pelas potencias ocidentais e que o  Irã não assinou porque não confia nelas, na palavra delas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Por que agora este acordo é  considerado insuficiente? &amp;nbsp;Porque quando o propuseram, há &amp;nbsp;oito meses,  os Estados Unidos sabiam que &amp;nbsp;Ahmadnejad não &amp;nbsp;o assinaria o que abriria  caminho para as sanções econômicas, algo que já estava previamente  decidido. Agora que o Irã o assinou, ele&amp;nbsp; não vale mais. É a velha  historia do lobo dizendo&amp;nbsp; ao cordeiro,” se não foste tu que &amp;nbsp;turvaste  minha água então foi teu pai e se&amp;nbsp; não foi teu pai foi teu avô.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Qual o motivo (pretexto)  usando para invalidar&amp;nbsp; algo que eles mesmo &amp;nbsp;sugeriram e que agora é  considerado&amp;nbsp; insuficiente? “Não se pode confiar na palavra dos  aiatolás”, é a resposta. Mas surge a &amp;nbsp;questão: pode-se&amp;nbsp; confiar na  palavra do Departamento de Estado? Onde estão as armas químicas  denunciadas&amp;nbsp; para justificar &amp;nbsp;a invasão do Iraque?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Passemos ao ítem &lt;strong&gt;b :&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há dois anos, as principais potencias  ocidentais vêm tentado alterar (para ampliar) as normas&amp;nbsp; e exigências do  Tratado &amp;nbsp;de Não Proliferação Nuclear (TNP), através da assinatura de um  protocolo adicional que daria à Agência &amp;nbsp;Internacional de Energia  &amp;nbsp;Atômica (AIEA) subordinada à ONU, mas controlada&amp;nbsp; pelos Estados Unidos,  uma capacidade muito maior de inspeção &amp;nbsp;(e espionagem) dos programas  nucleares de países emergentes.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No caso do Brasil que está a  um passo de&amp;nbsp; obter tecnologia própria&amp;nbsp; para&amp;nbsp; efetivar o ciclo completo  do enriquecimento do urânio, esse protocolo adicional fere de forma  irreparável a&amp;nbsp; soberania nacional, criando um dependência eterna de&amp;nbsp;  fontes&amp;nbsp; externas de tecnologia num setor (o atômico) que será, neste  &amp;nbsp;século, vital para a produção de energia limpa e para o uso médico,  especialmente no combate ao câncer.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Logo, ao defender o direto  do Irã e de qualquer outro pais &amp;nbsp;de acesso à tecnologias nucleares, o  Brasil defende essencialmente os seus interesses estratégicos e  comerciais. Isto, pela boa razão de que possuímos mais de cinqüenta por  cento das reservas &amp;nbsp;naturais de urânio do Planeta e estamos em vias de  ingressa no seleto grupo de apenas seis países que controlam o &amp;nbsp;processo  integral de enriquecimento do&amp;nbsp; desse minério.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não é exagero dizer que por  detrás do estardalhaço diplomático&amp;nbsp; envolvendo o Irã, o que há , na  verdade, é uma guerra&amp;nbsp; comercial de grandes proporções cujo enredo é  conhecido: uma &amp;nbsp;minoria detentora&amp;nbsp; de algo que a&amp;nbsp; diferencia  &amp;nbsp;tecnologicamente &amp;nbsp;procura,&amp;nbsp;por razões exclusivas de lucro, manter este  status privilegiado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; José Serra e o Globo já  mostraram suas posições a favor dos interesses&amp;nbsp; estratégicos  norte-americanos. Lula e os nacionalistas brasileiros, a começar pelo  ministro de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro &amp;nbsp;Guimarães (o  primeiro a denunciar&amp;nbsp; a jogada comercial das grandes potências),  defendem os interesses permanentes do Brasil. Escolha você o seu lado.&lt;/div&gt;</description><link>http://alexvaz2010.blogspot.com/2010/05/obana-pediu-para-que-lula-negociasse.html</link><author>noreply@blogger.com (Alex Vaz)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3546294938319147981.post-6398188178876810868</guid><pubDate>Sat, 22 May 2010 18:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-22T15:20:46.464-03:00</atom:updated><title>Publicado no Blog do Emir Sader</title><description>&lt;div class=&quot;titulo&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Os desejos virulentos da antiga imprensa brasileira &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;                      &lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;linhafina&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Nas horas seguintes aos primeiros  anúncios do acordo com o Irã, começaram a surgir vozes e textos tentando  diminuir ou simplesmente desqualificar o feito alcançado. A pressa era  compreensível. Dias antes, o pré-candidato do PSDB à presidência da  República, José Serra, havia dito durante uma entrevista em Porto  Alegre, que jamais receberia ou se reuniria, caso fosse eleito, com o  presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. A diferença de horizonte expõe o  tamanho, a qualidade da visão e o compromisso de quem fala. Mas, se a  visão é curta, por um lado, é crescentemente virulenta, por outro. E o  grau dessa virulência parece ser proporcional aos acertos do governo  brasileiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;                      &lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;headline-link&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Editorial - Carta Maior&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;                                   &lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Esta semana reforçou a percepção de que a  chamada grande imprensa brasileira – ou antiga imprensa, como afirma,  entre outros, o cineasta Jorge Furtado – está não apenas desempenhando o  papel de uma “oposição fragilizada”, mas também defendendo, sem  mediações ou sutilezas, os interesses da política externa dos Estados  Unidos. Estariam fragilizados também estes interesses? Em um certo  sentido, sim. A iniciativa do governo brasileiro, em conjunto com o  governo da Turquia, de buscar uma solução negociada para a crise nuclear  envolvendo o Irã mostrou que é possível outro caminho do que aquele das  “guerras preventivas”, dos “bombardeios cirúrgicos”, do “choque e do  pavor”. O presidente Lula, representando o Estado brasileiro, fez um  movimento ousado e corajoso. E acertou em cheio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nas horas  seguintes aos primeiros anúncios do acordo, começaram a surgir vozes e  textos tentando diminuir ou simplesmente desqualificar o feito  alcançado. A pressa é compreensível. Dias antes, o pré-candidato do PSDB  à presidência da República, José Serra, havia dito durante uma  entrevista em Porto Alegre, que jamais receberia ou se reuniria, caso  fosse eleito, com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. Além da  postura submissa às ordens que o Departamento de Estado norte-americano  ainda insiste em querer ditar ao mundo, a declaração de Serra mostrou a  pequenez do horizonte de visão do postulante ao cargo mais importante da  República brasileira e um dos mais importantes hoje para todos os  países que apostam na desmilitarização da agenda política das nações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao  caminhar na direção oposta daquela defendida por Serra, Lula mostrou  coragem pessoal, ousadia estratégica e, acima de tudo, compromisso com a  construção de um mundo onde os conflitos e diferenças sejam resolvidos  através da conversa e das negociações – que podem, sim, muitas vezes,  ser exaustivas e mesmo pouco frutíferas no curto prazo – ao invés da  solução eficiente da morte e da destruição. Eficiente para quê? – cabe  perguntar. Não certamente para a vida de milhões de pessoas que pode ser  salva em função de uma dessas conversas complicadas que algumas pessoas  preferem não ter. A omissão e a covardia andam de mãos dadas com a  impossibilidade de se dizer abertamente o que se está pensando.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isso  ficou muito claro no discurso de vários articulistas da imprensa  nacional, preocupados em desdobrar a fala de Serra. Na verdade, a  crítica principal dirigida a Lula era a crítica à iniciativa de ir  conversar com Ahmadinejad. Como assim? Quem esse sujeito (o presidente  da República, no caso) pensa que é? Quem o Brasil pensa que é? Não foi  por acaso que a repercussão do acordo na imprensa internacional foi  maior e mais positivo do que no Brasil. A diferença de horizonte só  expõe o tamanho, a qualidade da visão e o compromisso de quem fala. Mas,  se a visão é curta, por um lado, é crescentemente virulenta, por outro.  E o grau dessa virulência parece ser proporcional aos acertos do  governo brasileiro. Dois dias após o anúncio do acordo, o jornal &lt;i&gt;Zero  Hora&lt;/i&gt; comemorava com um destaque de capa: “EUA atropelam acordo de  Lula”. O desejo virulento do atropelamento pelo menos foi transparente  quanto ao alvo: o Lula. É disso que se trata.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há outros  pressupostos neste discurso de submissão a um passado recente quando o  Brasil e a América Latina sabiam qual era o seu lugar. E aí, mais uma  vez, a antiga imprensa tenta socorrer as palavras de suas referências  políticas. Quando Serra qualificou o Mercosul como uma “farsa” e  defendeu a adoção de acordos de livre comércio, retomando a já esquecida  agenda da ALCA, estava simplesmente repetindo a agenda de seu partido  que integra o campo conservador brasileiro: a prioridade não é a  integração regional, é o livre comércio e o salve-se quem puder; a  prioridade não é a construção de laços de solidariedade e de  complementaridade entre os povos e as nações, mas sim a Lei do Gérson,  tentar levar vantagem em tudo; a prioridade não é colocar a economia a  serviço da vida, especialmente a vida de milhões de pessoas que vivem em  situação de pobreza, mas sim flexibilizar, promover “choques de  gestão”, deixar os mercados livres.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não deixa de ser ilustrativa a  associação cínica da palavra liberdade aos mercados, neste momento em  que a Grécia e outros países da Europa (sempre apontada como referência  de modernidade e civilização) são obrigados a tomar o remédio amargo,  ineficaz e criminoso do Fundo Monetário Internacional. Não por acaso,  muitos dos defensores dessa receita criticam também a iniciativa  diplomática do governo brasileiro. A matriz de pensamento é a mesma, tem  nome, sobrenome, endereço e tipificação do ponto de vista penal. O que  está acontecendo com a Grécia agora deixa isso claro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2007, as  já tristemente famosas agências classificadoras de risco elevaram às  nuvens a cotação de “papéis” que mais tarde se revelaram títulos podres.  Os governos foram chamados a socorrer bancos e outras instituições  financeiras privadas que trabalhavam com esses papéis tão bem avaliados.  Bilhões de dólares que supostamente não existem quando se fala da  necessidade de investir em saúde e educação, surgiram do dia para a  noite para o socorro bancário. Muitos dos socorridos dizem agora que o  Banco Central europeu não pode emprestar aos Estados. Afinal, ele  emprestou aos bancos valores colossais a juros baixos durante o auge da  crise financeira. E este dinheiro serve agora para que esses bancos  emprestem aos Estados, com juros bem maiores...Um negócio simples,  lucrativo e criminoso. E, atualizando uma velha máxima, muito menos  arriscado do que assaltar um banco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.cartamaior.com.br/&quot;&gt;Blog  do Emir Sader&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://alexvaz2010.blogspot.com/2010/05/publicado-no-blog-do-emir-sader.html</link><author>noreply@blogger.com (Alex Vaz)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3546294938319147981.post-6672208310804517322</guid><pubDate>Sat, 22 May 2010 18:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-22T15:22:12.656-03:00</atom:updated><title>A dor da gente não sai no jornal</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se as potências mundiais resolverem  aplicar uma sanção contra o programa nuclear brasileiro a partir de  pretexto de que aqui também se constrói uma bomba, o que já foi  insinuado, a mídia brasileira ficará contra o Brasil e o seu povo? Para  se medir até onde poderá chegar este anti-jornalismo, basta citar apenas  um exemplo histórico: praticamente toda a imprensa fez campanha contra  Vargas quando ele criava a Petrobrás. Essa mesma imprensa noticiava  reiteradamente que não havia petróleo no Brasil, conforme diziam os  relatórios de espertíssimos técnicos norte-americanos. O artigo é de  Beto Almeida.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;headline-link&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Beto Almeida&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;texto&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;O verso da canção de Luiz Reis e Haroldo  Barbosa, gravada pelo Chico, me socorre diante do elevadíssimo grau de  anti-jornalismo a que alcança hoje a imprensa brasileira, merecendo  certamente a crítica de Lula logo ao chegar de sua gira internacional. A  mídia nativa torce abertamente pelo fracasso da iniciativa do Brasil  junto ao Irã. Prefere novas sanções, a lógica do castigo, o que cria  perigosos riscos de desdobrar-se em guerra, em destruição e morte como  se vê agora mesmo no Iraque. A mídia americana torceu fervorosamente  pela invasão militar aquele país. Chegou a mentir sobre a existência de  armas de destruição em massa.. Depois, o jornal New York Times pediu  desculpas aos leitores pela desinformação, mas aí já havia mais de um  milhão de iraquianos mortos. A mídia brasileira vai pela mesma linha? Se  as potências mundiais resolverem aplicar uma sanção contra o programa  nuclear brasileiro a partir de pretexto de que aqui também se constrói  uma bomba, o que já foi insinuado, a mídia brasileira ficará contra o  Brasil e o seu povo?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Recuperemos alguns momentos na nossa  história para saber como nossa imprensa, agora mídia, tem se colocado.  Nos momentos de crise, episódios dramáticos, encruzilhadas históricas,  momentos de decisão, vamos constatar que freqüentemente esta mídia,  aquela que é  majoritariamente representante dos interesses dominantes  na sociedade, esteve divorciada de soluções nacionais, opondo-se  raivosamente aos interesses populares, descumprindo descaradamente sua  auto-proclamada vocação democrática, assumindo, repetidas vezes, o viés  golpista, oligárquico e anti-nacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela se opôs quando o país  conquistava uma legislação de defesa dos direitos trabalhistas e,  coerente com esta vocação oligárquica, até hoje estes mesmos segmentos  midiáticos, - agora modernizados pela eletrônica, mas não nos padrões  civilizatórios - continuam a conspirar e a pretender a destruição da CLT  implantada na Era Vargas. Antes da CLT era comum patrões espancarem  seus empregados....Há pouco vimos o brutal assassinato de uma jovem  jornalista cometido pelo diretor de um destes grandes jornais  oligárquicos simplesmente porque ela.teve a “ousadia” de......terminar o  namoro. Esta mentalidade desdobra-se muitas vezes em linha editorial  eivada de ódio social contra o povo. E qual não deve ser a dose deste  ódio contra um retirante Lula quando ele “ousa” cruzar não apenas os  mares e os continentes - com a agilidade que o moderno avião permite -  mas, também cruzar e questionar com coragem os padrões de uma diplomacia  convencional, conservadora e hipócrita que  não apenas se conforma mas  também cultiva sanções e guerras,  desprezando a priori  o diálogo entre  os povos?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se lá atrás, estes barões da imprensa foram capazes de  festejar, escondidos e amedrontados, a morte de Vargas porque ela  significaria o fracasso de uma política de industrialização de um país  agrário, do estabelecimento de direitos trabalhistas e previdenciários,   como não estarão agora os herdeiros destes barões a torcer para a  derrota generalizada das iniciativas de Lula? Sobretudo quando Lula já  bradou em momentos mais complexos que não se suicidaria como Vargas, não  renunciaria como Jânio e não sairia do País como Jango!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Noticiaram:  o Brasil não tem petróleo!!!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Para se medir até onde poderá  chegar este anti-jornalismo, basta citar apenas um exemplo histórico:  praticamente toda a imprensa fez campanha contra Vargas quando ele  criava a Petrobrás. Essa mesma imprensa noticiava reiteradamente que não  havia petróleo no Brasil, conforme diziam os relatórios de  espertíssimos técnicos norte-americanos. Pode-se medir o tamanho da  desinformação, do anti-jornalismo, pelo tamanho dos trilionários poços  de petróleo pré-sal recém descobertos!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pelo grau de precariedade  jornalística, pode-se medir também que as elites jornalistas criticadas  na fala presidencial estariam engrossando ainda mais, com a vassalagem  de sempre, o coro da mídia internacional que percebeu claramente que na  sua dialética de retirante Lula contraria interesses da indústria  bélica, patrocinadora da lógica das sanções pelo Conselho de Segurança  da ONU, avesso ao diálogo. Provavelmente veremos que em certos segmentos  da mídia internacional aquele espaço editorial que reconheceu em Lula  um mandatário com iniciativas para enfrentar a fome e a miséria, para  integrar os povos e também para promover soluções democráticas, poderá  passar a ser ocupado, também, com críticas a um presidente que  “afronta  a segurança e a paz internacional”,  tradução esperta que dão para os  interesses imperialistas, sobretudo do comércio internacional de armas.  No dia em que Lula desembarcava no Irã a manchete do Estadão era “Farc  tem acampamento na Amazônia”. Ou seja, Lula “tolerante com o terrorismo”  lá e cá, era a mensagem subliminar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Armas: lucros em cheque&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Quando  a Princesa Diana libertou-se do ambiente arrogante e despótico da  realeza britânica e passou a fazer campanha contra a instalação de minas  terrestres instaladas em Angola e outros países - e que ainda matarão  ou mutilarão inocentes por décadas - logo logo a grande mídia sustentada  por anunciantes ligados à indústria bélica tratou de estampar  como  controvertidos  alguns de seus aspectos pessoais, suas pretensões   pacíficas &quot;inconseqüentes&quot; e ,inclusive, o ”inaceitável” namoro com um  árabe, peça que compunha a novelinha midiática para a destruição de sua  imagem.. Estes poderosos interesses bélicos poderão insinuar que Lula  estaria “ passando dos limites”.....Mas, até o Obama, em carta a Lula  recomendou o acordo com o Irã. Agora foi enquadrado. O fantasma de  Kennedy, ronda...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso mesmo, é preciso ver o outro lado da  crítica de Lula à imprensa. E talvez isto signifique encorajar as forças  progressistas a uma reflexão que está presente nos esforços para  realizar a Conferência Nacional de Comunicação, para aplicar o que ali  se decidiu, mas, nem sempre encontra a capacidade para organizar as  forças sociais que podem preencher a lacuna gigantesca que fere de morte  a cidadania brasileira: a inexistência de um grande jornal popular, de  massas, capaz de um jornalismo que promova os interesses nacionais, que  encontre o seu lugar como ferramenta criativa e necessária para a  construção de um Brasil verdadeiramente Nação!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Última Hora&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Voltemos  nossos olhos novamente para nossa própria experiência histórica. Já  tivemos o jornal Última Hora, popular, nacionalista, capaz de refletir  os interesses das classes trabalhadoras diuturnamente atacados pelo  conjunto da imprensa oligárquica. Era um respiro democrático! Havia a  polarização, a diversidade opinativa e política. Hoje há uma asfixia  midiática anti-democrática. Não há sequer a controvérsia! E aquele  jornal, que chegou a ter duas edições diárias, circulação nacional  massiva, foi uma iniciativa encorajada por Vargas. Quando em 1954 a  mídia conservadora comemorou a morte de Vargas, o Última Hora chorou e  resistiu ao lado do povo que saiu às ruas. Quando em 1964, esta mesma  mídia oligárquica suplicou e colaborou com o golpe de estado, o Última  Hora resistia e defendia a democracia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Jornalismo estratégico&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Dentro  da visão estratégica de um país que pretende desempenhar legitimamente  um papel importante e protagonista no jogo do poder internacional - e  era assim  na Era Vargas  e é assim novamente agora com Lula - nós, como  povo brasileiro e como Nação, não podemos deixar de lado esta questão  que continua a nos desafiar. Vários passos importantes foram dados,  entre eles a conquista simbolizada na criação da TV Brasil. E mais ainda  agora quando na próxima segunda-feira será lançada a TV Brasil  Internacional, inicialmente para dialogar com os quase três milhões de  brasileiros espalhados mundo afora. A iniciativa, louvável, trará com  mais realismo a necessidade do Brasil também dialogar com outros povos  já que pretende atuar para que as relações internacionais  sejam  democratizadas, reequilibradas e marcadas pela cooperação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vale  lembrar que a Rádio Nacional, também criada na Era Vargas, chegou a ser a  quarta mais potente emissora do mundo, além de ter programação em 4  idiomas, alcançando vários continentes e tendo em seu corpo de redatores  brasileiros como Nestor de Hollanda, Carlos Drummond de Andrade, Manoel  Bandeira, Cecília Meirelles etc. A TV Brasil Internacional tem uma  herança em que se apoiar e tem um caminho que pode recuperar para levar a  mensagem de uma nação brasileira que se empenha por um mundo mais justo  e baseado na cooperação, não nas sanções.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Será que as forças  progressistas não deveriam encarar de fato esta tarefa da construção de  um jornal popular, nacional, de ampla circulação, fazendo jornalismo na  verdadeira acepção da palavra e recuperando para o jornalismo a missão  de bem público e de ferramenta civilizatória hoje ignorada em boa medida  pela mídia hegemônica no Brasil?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Será que estas forças que foram  capazes de articular, se organizar, para resistir à ditadura, enfrentar  o neoliberalismo e se fortalecer para chegar à presidência  - um feito  de proporções históricas numa sociedade com os arraigados esquemas dos  donos do poder -  não teria também a capacidade de construir um jornal e  de praticar um jornalismo público, civilizador, humanista? Não se trata  de estimular aqui nada contra as iniciativas para democratizar a  informação no espaço digital. Trata-se de complementar, de articular,  até porque com toda a importância e o grande efeito que comprovamos na  internet, tuitar não esgota a necessidade de fazer jornalismo. Não se  deve pretender apenas repercutir, contestar, confrontar a unanimidade  conservadora da mídia hegemônica e seu anti-jornalismo em vias de  deterioração acelerada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Surra midiática diária&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Há  iniciativas importantes, a realização da Confecom é uma delas, a TV  Brasil já citada, a recriação da Telebrás estatal, aliás, uma clara  aplicação de decisão tomada na Confecom, são outras. Surgiram a  Altercom, o Barão de Itararé, o Mídia Livre, todos os blogs e portais,  os jornais e revistas alternativas, as TVs e rádios comunitárias etc  mas, ainda assim, estamos  em boa medida dispersos,  desarmados no campo  da comunicação e os interesses nacionais, populares, democráticos,  levam várias surras por dia, todos os dias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vemos que algumas das  forças que se articularam para levar Lula á presidência também poderiam  coordenar-se para que milhões de brasileiros pudessem entrar também na  Era de Guttemberg, ao mesmo tempo em que este seria, obviamente, um  jornal também digital. Um jornal que permitisse chegar aos grotões,  urbanos ou não, um instrumento para a discussão, a mobilização, a ação e  a organização política nas mãos de uma militância carente de ações  organizadas que já teve no passado.. Será que a união de certos  fundos  de pensão (tão lucrativos), centrais sindicais, empresários vinculados  ao mercado interno não poderia enfrentar esta tarefa que sempre volta à  baila?. Há dois anos foi aprovado num congresso do PT a prioridade para a  criação de um jornal de massas, mas não se realizou. Hoje, na Argentina  há um Página 12, no México, há o La Jornada, na Bolívia, o jornal  Cambio, criado por Evo Morales e que já é o de maior tiragem no país,  com apenas 7 meses de nascido, rivalizando com o jornal conservador La  Razón, que tem 70 anos. Na Venezuela, nasceu o Correio do Orenoco, está  em todas as bancas, ainda que o governo tenha fortalecido a mídia  pública de rádio e TV, sem contar que Hugo Chávez tem mais de 300 mil  seguidores no twiter, que usa com entusiasmo. Aqui, desde o  desaparecimento do Última Hora, estamos sem um jornal de ampla  circulação e com capacidade de sustentar uma visão jornalística dos  interesses nacionais e populares. É uma grande lacuna.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;E nós?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Assim,  a bronca de Lula nesta elite de jornalistas que se posiciona claramente  contra o sucesso das iniciativas que visam levar o Brasil a ter um  papel construtivo no mundo, sendo correta, será que não deveria também  servir para provocar uma reflexão, certamente autocrítica, nas forças  populares? O jornalismo ou o anti-jornalismo das elites cumpre o triste  papel que lhes reserva a subordinação a interesses anti-nacionais. Mas,  onde está o jornal das forças progressistas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;(*) Beto Almeida é  Presidente da TV Cidade Livre&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://alexvaz2010.blogspot.com/2010/05/dor-da-gente-nao-sai-no-jornal.html</link><author>noreply@blogger.com (Alex Vaz)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3546294938319147981.post-84356553551779381</guid><pubDate>Sat, 22 May 2010 17:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-22T15:22:37.466-03:00</atom:updated><title>Publicado no Blog do Emir</title><description>&lt;h1&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;O anti-Lula de Serra: sua verdadeira política econômica&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div class=&quot;corpo&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Serra ficou furioso. Sua equipe econômica deu  entrevista à agência Reuters e abriu o jogo, revelando o plano econômico  real que, caso ganhasse o tucano, colocaria em prática, confirmando os  principais neoliberais  de Serra – os mesmos que orientaram seu governo  em São Paulo. Serra esbravejou, esperneou, distribuiu broncas, ordenou  que ninguém repercutisse nos partidos da imprensa. Mas já era tarde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A  primeira medida econômica de Serra seria um duro ajuste fiscal – como é  típico dos governos neoliberais. Segundo revelado por dois membros da  equipe econômica tucana, se promoveria a renegociação de contratos e o  corte de despesas públicas – conforme o modelo do FMI. Esse seria o  começo do “choque de gestão”, típico das gestões tucanas.&lt;br /&gt;
“Ele vai  entrar com medidas fiscais e até renegociação de alguns contratos”,  disse a fonte tucana.”As despesas da máquina pública estão sob um  controle muito frouxo...”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Critica-se o aumento das despesas  públicas, uma suposta queda na arrecadação e as desonerações feitas para  resistir aos efeitos da crise mundial. Anuncia que estão vigilantes  sobre a cotação do real frente ao dólar. O papel dos bancos públicos  seria “relativizado”, de forma coerente com a privatização do Banespa,  vendido ao banco espanhol Santander, assim como a colocação à venda da  Nossa Caixa que, felizmente, foi resgatada pelo Banco do Brasil. Assim,  São Paulo, o estado mais rico do país, não tem mais nenhum banco  público, o candidato tucano preferiu liquidar o patrimônio para fazer  estradas, que aparecem muito mais do que financiamentos subsidiados para  casa própria, por exemplo, como faz o governo federal. “Relativizado”  significa baixo perfil, Estado mínimo, conforme o receituário  neoliberal, para que os bancos privados possam ser absolutizados, possam  ocupar mais espaço ainda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diz o tucano, na entrevista a Reuters,  que o fortalecimento dos bancos públicos contribuiria para “aumentar a  pressão inflacionária, ao aquecer em demasia a atividade” (sic),  preocupação prioritária dos neoliberais, que não aprendem com o governo  Lula que se pode – e se deve – aumentar os salários e diminuir as taxas  de juros que, em um marco de crescimento com distribuição de renda, não  apresentam riscos inflacionários. “Não acho que os bancos públicos  precisam ter uma política tão protagonista (sic) neste pós-crise”,  afirma a fonte, de forma coerente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Uma atuação menos arrojada,  inclusive, poderia ser um dos caminhos para evitar a alta das taxas de  juros a fim de controlar a inflação e as expectativas de preços”,  comenta Reuters, a partir da conversa com membros da equipe econômica  tucana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A equipe serrista considera exagerados os estímulos  fiscais dados pelo governo Lula durante a crise. “Não precisava dar para  toda a linha branca e depois para móveis...” Parece que seguem  acreditando que o próprio mercado tem mecanismos próprios de reativação  econômica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apostam pouco na concretização de reformas como a  tributária, em que o interesse seria apenas o de desonerar investimentos  e folha de pagamento, sem nada que apontasse para uma estrutura  tributária em que “quem ganha mais, paga mais”, como seria socialmente  justo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então, a surpresa que Serra esconde é similar à de Carlos  Menem e à de Carlos Andrés Perez: um grande pacote de ajuste, escondido  sob o disfarce de um “choque de gestão”, tão a gosto do neoliberalismo  tucano.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;            &lt;a href=&quot;http://www.cartamaior.com.br/&quot;&gt;por Emir Sader&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://alexvaz2010.blogspot.com/2010/05/publicado-no-blog-do-emir.html</link><author>noreply@blogger.com (Alex Vaz)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3546294938319147981.post-1069794807827234900</guid><pubDate>Sat, 22 May 2010 17:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-22T15:23:01.996-03:00</atom:updated><title>Publicado no Blog do Emir</title><description>&lt;div class=&quot;data&quot;&gt;09/05/2010&lt;/div&gt;&lt;h1&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Traição ou disputa?&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div class=&quot;corpo&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os termos do debate do começo do governo Lula  podem ser revistos agora, sob a ótica do que ocorreu desde então. A  conjuntura daquele início levou à discussão sobre a natureza e o destino  do governo. A carta aos brasileiros, a nomeação de Meirelles, os  orientações predominantes de Palocci no governo, a reforma da  previdência, colocaram a questão: o governo Lula tinha mordido a maçã e  traído ou era um governo contraditório, em disputa?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não foram  poucos os que aderiram à primeira versão. Lula teria se somado à já  longa lista de lideres de origem popular que “traíam” as causas pelas  quais tinham lutado – junto com gente como Menem, Carlos Andrés Perez,  Mitterrand, Felipe Gonzalez, para não ir muito longe no tempo – e se  jogava nos braços das classes dominantes e do imperialismo. Militantes,  parlamentares, intelectuais, romperam com o PT e com o governo,  considerando-o “perdido” e lançando-se à formação de um outro partido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chegaram,  nessa linha de raciocínio, depois da candidatura de Heloísa Helena à  presidência - que tratava o governo Lula como “uma gangue”, nos  generosos espaços abertos a ela na imprensa de direita -, a considerar  que o Brasil dirigido por Lula ou por Alckmin seria o mesmo, decidindo  pelo voto nulo ou pela abstenção no segundo turno de 2006. (Basta  imaginar o Brasil, na crise recente, dirigido por Alckmin ou como foi  dirigido por Lula, para nos darmos conta do erro cometido por quem se  manteve equidistante dos dois.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Erraram de forma brutal. O  governo Lula melhorou, inquestionavelmente, revelando que tinham razão  os que ficaram no PT, lutando pela mudança de linha, que finalmente  ocorreu, de forma significativa a partir de 2005, com a substituição de  Palocci por Guido Mantega e a passagem da coordenação do governo para  Dilma. A política externa se consolidou com as alianças com os países  latinoamericanos e os do Sul do mundo. As políticas sociais se  estenderam, mudando o perfil social do Brasil. O Estado passou a assumir  seu papel de indutor do crescimento econômico e de garantia dos  direitos sociais. O desenvolvimento – abolido pelos governos neoliberais  – foi recolocado como objetivo central do país, um desenvolvimento  intrinsecamente articulado com distribuição de renda e de fortalecimento  do mercado interno de consumo popular.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O governo Lula melhorou  significativamente e uma das conseqüências disso foi o desaparecimento  político dos setores que tentaram construir alternativas mais à esquerda  do PT e dos partidos do bloco de sustentação do governo. Há duas fases  claras no governo Lula (&lt;i&gt;veja-se a excelente análise de Nelson Barbosa  no livro “O Brasil, entre o passado e o futuro”, orgs. Emir Sader e  Marco Aurélio Garcia, Editoras Boitempo e Perseu Abramo&lt;/i&gt;), a segunda  foi nitidamente melhor, consolidou o apoio popular ao governo e projeta a  candidatura de Dilma como uma candidatura forte, que conta, entre  outros, com o apoio de todos os lideres progressistas da América Latina,  de Evo Morales a Hugo Chavez, de Pepe Mujica a Fernando Lugo, de Rafael  Correa a Cristina Kirchner, de Raul a Fidel Castro, entre muitos  outros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os setores que se alinharam na ultra esquerda deveriam  fazer um balanço autocrítico, que permitisse corrigir rumos no futuro e  evitar a repetição, em um eventual segundo turno, do mesmo erro cometido  em 2006. O governo estava em disputa. A visão moralista de que o Lula  havia “traído” e não teria volta no caminho da “capitulação”, foi um  grande equívoco, pelo qual pagaram um preço caro, que os fez fracassar  como projeto de construção de uma alternativa política e pode levar a  que não consigam sequer reeleger os poucos parlamentares que possuem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há,  no campo político, uma direita e uma esquerda, objetivamente, mais além  do desejo de cada um. Situar-se nesse campo, mais à esquerda do PT é  uma posição que tem sua coerência, mas ela depende de uma definição pela  candidatura da esquerda no segundo turno, evitando a visão fácil e  equivocada, de que o PT e o PSDB, Dilma e Serra, são iguais. Quando um  setor da esquerda erra na localização de onde está a direita, corre  todos os riscos de fazer o jogo dela. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://www.cartamaior.com.br/&quot;&gt;            por Emir Sader &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://alexvaz2010.blogspot.com/2010/05/retirado-do-blog-do-emir.html</link><author>noreply@blogger.com (Alex Vaz)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3546294938319147981.post-6913201231099502525</guid><pubDate>Sat, 24 Apr 2010 16:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-24T19:30:36.788-03:00</atom:updated><title>Moral moderna qual é a sua?</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estava relendo alguns trechos do  livro &lt;i&gt;Pergunte a Platão&lt;/i&gt;, de Lou Marinoff, cujo subtítulo no  melhor estilo auto-ajuda&amp;nbsp; – &lt;i&gt;Terapia para quem não precisa de terapia  ou como a filosofia pode mudar sua vida&lt;/i&gt; – não deve fazer você torcer  o nariz, achando que é uma bobagem, porque não é. Então, estava eu lá  justamente relendo o capítulo no qual o autor,&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;professor de filosofia em Nova York,  fala de “ética”. E explica que &lt;b&gt;as questões éticas dificilmente – ou  quase nunca – podem ser expressas de uma forma simples, em termos, por  exemplo, de 2 + 2 = 4. Os dilemas humanos se parecem mais com equações  daquelas “cabeludas”: x + y = 30.&lt;/b&gt; Lembra delas?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não existe um valor correto de x  independente do valor de y, certo? Pois são assim as dúvidas éticas: &lt;b&gt;sem  contexto, é impossível fazer julgamentos. E essa definição de contexto  começa bem no nosso umbigo. Qual é o filtro que a gente usa quando o  assunto é ética?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Lou  Marinoff enumera dez maneiras que os grandes filósofos encontraram de  refletir sobre essas questões. E eu resolvi “inventar” um teste com  elas. Quer experimentar?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Digamos  que você esteja tomando seu café da manhã com calma – sim, eu sei que  você não toma um café da manhã calmo desde sabe Deus quando, mas use sua  imaginação. Você lê que alguém do alto escalão do governo está  envolvido num caso de corrupção. Viu que fácil? O Deputado Fulano usou  dinheiro público para subornar o deputado Beltrano de modo a facilitar a  votação da seguinte lei de autoria do ilustre deputado Fulano de Tal:  para cada prédio construído na cidade, o construtor deveria comprar um  terreno do mesmo tamanho e bem ao lado para construir e manter uma  praça. Vamos fingir que ainda não sabemos que o Deputado Fulano é sócio  de uma empresa que produz equipamentos para praças, só para facilitar…&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nesse momento você:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;1.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Engasga com o café e, indignada&lt;/b&gt;,  decide mandar já um e-mail para o jornal pedindo a cassação tanto de um  quanto do outro, afinal, oferecer suborno é tão inaceitável quanto se  submeter a esse tipo de acordo;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;2.&amp;nbsp;Pede para seu marido passar a manteiga enquanto comenta  que “&lt;b&gt;afinal ao menos as crianças vão ter praças para brincar”;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;3.&amp;nbsp;Reflete que “&lt;b&gt;é uma pena que às  vezes sejam necessários recursos tão pouco corretos para que se  conseguir algumas coisas tão fundamentais&lt;/b&gt;” e engata numa discussão  acalorada com sua filha sobre a importância da educação para criar  cidadãos virtuosos;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;4.&amp;nbsp;Dá  de ombros e comenta entre um pedaço de pão com geléia e um gole de café  algo meio incompreensível, mas que soa como “&lt;b&gt;deixa estar que Deus não  vai deixar esse bando de corruptos impunes&lt;/b&gt;”;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;5.&amp;nbsp;“&lt;b&gt;Se ele fosse mesmo minimamente  decente, tinha tido a coragem de vir a público pedir votos para seu  projeto&lt;/b&gt; em vez de ficar fazendo tudo por baixo do pano”, você  proclama, já de pé, prontinha para fazer um discurso;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;6.&amp;nbsp;“Aposto que esse Fulano é sócio de  alguma empresa de instalação de trepa-trepas”, você resmunga,  condescendente, mal sabendo o quanto está certa…&lt;b&gt;mas não seria melhor  se, em vez de praças, eles construíssem, sei lá, ciclovias?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;7.&amp;nbsp;Que delícia de geléia essa diet, hein? Ah, sim, é  absurdo, mas não há nada a fazer, tem gente que nasce mesmo para ganhar  em cima do direito dos outros e o que é pior, não adianta nem colocar na  cadeia porque não vai se emendar…&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;8.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Entre um bocejo e outro, você viaja: “Bom, ao menos  ele pensou nas crianças, nos velhinhos, tanta gente pode usar uma praça.&lt;/b&gt;..e  ainda não seria uma coisa ótima para a cidade esse tanto de verde?  Imagina, nem teríamos que nos preocupar com as enchentes no verão, o  Fulano no fundo no fundo rouba, mas faz”;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;9.&amp;nbsp;“&lt;b&gt;Mesmo as ações mais nobres podem  causar grandes males” você reflete com um suspiro, pensando se um dia  vai conseguir viajar para a Índia…&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;10.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Depois de ouvir pacientemente seu filho fazer o  discurso de “os fins justificam os meios, né mãe?”,&lt;/b&gt; você encerra a  discussão com um “é contra a lei, certo? Então está errado, não tem o  que pensar…”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Bom, agora  vamos aos resultados…&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;1.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Pessoas  1 seguem, ainda que sem se dar conta, a linha deontológica da ética.&lt;/b&gt;  Na prática, quer dizer que você submete toda a realidade ao crivo de um  conjunto de regras imutáveis. Isso vale tanto para os Dez Mandamentos  quanto para o famosos “imperativo categórico” do filósofo&amp;nbsp; Immanuel  Kant, que dizia mais ou menos assim: “faça apenas aquilo que você  desejaria que todo mundo fizesse o tempo todo”. Para você, as regras do  jogo estão sempre ali, à mão, é prático, não é? Mas a vida é tão cheia  de exceções…&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;2.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Pessoas  2 adotam uma ética teleológica para viver.&lt;/b&gt; “&lt;i&gt;Telos&lt;/i&gt;” é palavra  grega que significa “fim”, “propósito”. Já adivinhou? Sim, é isso  mesmo: “os fins justificam os meios” e ponto final. Uma ação para você é  legítima se beneficiar um número grande de pessoas, e quanto mais  gente, melhor. Você deve ser uma pessoa bem prática, que valoriza os  resultados e a eficiência das coisas. O problema? Bom, quem disse que a  gente sempre sabe o que é bom para os outros?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;3.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Pessoas 3 seguem o que Lou  Marinoff chama de “ética da virtude”.&lt;/b&gt;&amp;nbsp; Segundo o professor,  Aristóteles, Buda, Confúcio formam o “abc” desse tipo de pensamento, que  é muito, muito antigo. Ninguém nasce “bom” ou “mal”. O mal é feito um  vírus que a gente pega no ar. E o bem é algo que a gente aprende, coisa  que nasce da prática e do exercício diário de preferir a “virtude” ao  vício. Questão de educação. Para você, gente bem-educada deveria  naturalmente “preferir” viver deste modo e quanto mais pessoas  compartilhassem destas boas práticas, mais fácil seria pautar os valores  segundo esses ideais e mais perto estaríamos de um mundo justo e  harmonioso. Lindo, não é? Mas será que a gente consegue mesmo ser  “virtuoso” o tempo todo?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;4.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Pessoas  4 são pautadas por Deus&lt;/b&gt;. Se você for boa e fizer tudo certo, então  numa outra vida será recompensada. E também será castigada, se optar  pelo mal.&amp;nbsp; De um jeito ou de outro, a justiça divina intervém na vida  dos humanos para preservar o equilíbrio e a harmonia, ainda que numa  “outra vida”. Você segue tranqüila pela vida com a certeza de que Deus  sempre cuida de nós, ainda que a gente às vezes desconfie das Suas  razões. Não importa, aqui o que vale é a esperança…mas tome cuidado, há  milênios os seres humanos matam e morrem só para provar que o “seu” deus  é muito mais poderoso e forte e protetor do que o deus do vizinho…&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;5.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Pessoas 5 são existencialistas&lt;/b&gt;,  ensina o professor Marinoff. Toda essa história de Bem e de Mal é  bobagem, diria um existencialista de primeira hora, daqueles que  freqüentavam o apartamento de Sartre, um dos pais do Existencialismo.  Nós somos aquilo que fazemos. Para piorar, Deus não existe, e, portanto,  somos todos órfãos, entregues à nossa própria sorte ou sina. Nem por  isso a gente vai desanimar, ao contrário, nossa missão é viver  orgulhosamente nosso destino de órfãos de Deus e assumir de cabeça  erguida a responsabilidade por todas as nossas ações. A palavra-chave  aqui é autenticidade. O desafio? Tentar não transferir a autoridade de  Deus para nós mesmos ou para o líder mais forte da matilha…&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;6.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Pessoas 6 seguem uma ética  objetivista&lt;/b&gt;. Segundo nosso professor, a mentora desse pensamento  muito difundido entre nós, do Ocidente, é Ayn Rand, cujo site você  visita clicando aqui &lt;a href=&quot;http://www.aynrand.org/site/&quot;&gt;http://www.aynrand.org/site/&lt;/a&gt;.  Segundo essa filósofa moderna, o bem individual é mais importante do  que o bem coletivo. Sempre que isso se inverte, os seres humanos viram  animais de sacrifício ns mãos do grupo. Mesmo quando a gente ajuda  alguém estamos fazendo isso por nós. Porque fazer o bem é bom para nós. E  para evitar que a gente volte a viver pendurados nas árvores de alguma  floresta da África, ela sugere um modelo de sociedade onde seja  incentivada a competição saudável entre todos. Porque se cada um de nós  buscar a excelência, então todos juntos naturalmente melhoram…ou nem  sempre? Ah, outra coisa, você já pensou quem vai ser o líder dessa  turma?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;7.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Pessoas 7  seguem uma ética apoiada na biologia.&lt;/b&gt; A sociobiologia foi fundada na  década de 1970, por E.O.Wilson e Richard Dawkins. Para tudo há uma  explicação e essa explicação está registrada em alguma seção do nosso  DNA. Entre os humanos e as abelhas…bom, ponto para as abelhas! Nossas  escolhas morais são feitas em função dos ritmos do nosso corpo, das  oscilações do nosso metabolismo, da nossa eficiência adaptativa. Levando  ao extremo, não somos responsáveis por nada, nem podemos nunca mudar  nada em nós: nosso destino está impresso nas células da nossa pele.  Brrrrr….que medo, hein?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;8.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Pessoas  8 pautam sua vida em uma idéia expressa por Emmanuel Levinas&lt;/b&gt;, um  filósofo francês também da nossa época (ele morreu em 1995) de que tudo  que a gente consegue pensar em termos de ética e moral nasce do nosso  relacionamento com os outros. Pensar nos outros, essa é a chave da  moralidade. Somos responsáveis pelo vizinho tanto quanto somos  responsáveis por nós mesmos. A ação correta nasce desse olhar para o  outro como alguém que merece sempre e em qualquer circunstância o nosso  respeito. Para ele, minha felicidade só é possível se eu equacioná-la em  relação à felicidade de todos. Difícil é convencer todo o resto do  mundo de que é possível viver a partir dessa idéia…&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;9.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Pessoas 9, mesmo quando não são  budistas, seguem a ética proposta por Sidarta Gautama, o Buddha&lt;/b&gt;, por  volta do século 6. Tudo que causa sofrimento é mau. Tudo que alivia o  sofrimento é bom. Todos os homens, ricos ou pobres, brancos, pretos,  amarelos ou verdes sofrem. E ninguém gosta de sofrer. “Coluna ereta,  mente e coração tranqüilos”, ensinam os mestres.&amp;nbsp; E cada um que alcança  esse estado permanente, à prova de sofrimentos, feito de serenidade e de  compaixão, volta para ajudar os outros. Como grandíssima parte da  população do planeta está longe desse ideal, a pergunta é: será que dá  para viver assim em algum lugar a mais de um passo de distância dos  templos frescos e silenciosos?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;10.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Pessoas 10 são talvez as mais simples. Sua ética  baseia-se no lema: “É legal? Então está certo!”.&lt;/b&gt; Eu conheci muitas  assim. Vivem os padrões morais da sua época como se fossem verdades  absolutas, eternas e imutáveis. Ou melhor, transformam as leis em  padrões morais absolutos e imutáveis. Essas são aquelas criaturas que  costumam dizer “eu só obedecia ordens”…&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;E então? Gostou do “teste”? Moral moderna para você é o  quê?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;__________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não deixe de comprar o livro &lt;i&gt;Pergunte  a Platão&lt;/i&gt;, de Lou Marinoff, é uma leitura gostosa e muito oportuna  para quem quer conhecer melhor a si mesmo e aos outros. O livro é da  editora Record.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;post-category&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Enviado por:&amp;nbsp; &lt;a href=&quot;http://blig.ig.com.br/fifties/author/adilia/&quot; title=&quot;Posts de 
Adília Belotti&quot;&gt;Adília Belotti&lt;/a&gt; - &lt;/div&gt;</description><link>http://alexvaz2010.blogspot.com/2010/04/moral-moderna-qual-e-sua.html</link><author>noreply@blogger.com (Alex Vaz)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3546294938319147981.post-5075347878404111643</guid><pubDate>Fri, 23 Apr 2010 15:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-23T12:00:23.244-03:00</atom:updated><title>Os papeis trocados: Dilma procura um vice à sua direita e Serra à sua esquerda</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;Neste esquema, os candidatos  naturais são Ciro Gomes para Dilma e Sérgio Guerra para&amp;nbsp; Serra.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Já é clara a percepção&lt;/em&gt;,  no ninho tucano, de que o vice de Serra deve ser um nordestino e  situado mais à esquerda. Nordestino, obviamente, porque nesta região  localiza-se o ponto franco do candidato tucano, em função da enorme  popularidade local do presidente Lula. E mais à esquerda, para tentar  consertar um defeito de fábrica do candidato à presidência: a  obsolescência de seu discurso marcado pelo neoliberalismo. Neste caso o  candidato ideal (não estou dizendo que já foi escolhido) é o próprio  presidente do PSDB, senador pernambucano Sérgio Guerra.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Por razões semelhantes porém invertidas, o presidente Lula&amp;nbsp;  já constatou que &amp;nbsp;o candidato ideal à vice,&amp;nbsp; na chapa de Dilma Rousseff,  deve ter capacidade para subtrair votos de José Serra&amp;nbsp; no Centro-Sul  &amp;nbsp;do País e, sobretudo, deve situar-se à direita da candidata, para que  &amp;nbsp;a imagem &amp;nbsp;dela não ultrapasse a tênue linha que separa o esquerdismo da  subversão. Neste caso, o perfil que melhor se encaixa (não estou  dizendo que ele já foi &amp;nbsp;formalmente convidado) é o “socialista” Ciro  Gomes.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sobre Ciro Gomes temos falando bastante neste blog. Então,  duas palavras sobre Sérgio Guerra, o&amp;nbsp; cordato e &amp;nbsp;paciente, presidente do  Tucanato:&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Economista e empresário, tem, no entanto, um pé na esquerda.  Foi militante do movimento estudantil, deputado federal pelo PDT do  Brizola e&amp;nbsp; secretário &amp;nbsp;estadual nos dois governos de Miguel Arraes. Suas  &amp;nbsp;próprias palavras falam, porém, mais do que esta sumaríssima  biografia: em maio do ano passado, quando os insensatos&amp;nbsp; senadores  oposicionistas &amp;nbsp;ainda não tinham percebido que a CPI da Petrobras era um  tremendo tiro no pé, Sérgio&amp;nbsp; Guerra impediu que se direcionasse &amp;nbsp;a  artilharia contra o petista&amp;nbsp; Guilherme Estrella, diretor da Exploração  da estatal (leia-se pré-sal). Seu argumento: “Ele é honesto e essa é uma  área estratégica”.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mais recentemente, quando ainda se discutia a candidatura de  Aécio Neves à presidência e a necessidade de mudança no discurso  tucano, muito atrelado ao &amp;nbsp;neoliberalismo &amp;nbsp;xiita de FHC,&amp;nbsp; Guerra  proclamou: &amp;nbsp;“Eu sou nacionalista e estatista”. Isto lhe valeu uma  admoestação pública do arrogante Merval Pereira, porta-voz das  Organizaões Globo e que, por isso , tudo o que diz e escreve coincide,  no essencial, com os interesses estratégicos dos Estado Unidos.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Merval disse que o posicionamento de Guerra equivalia ao  “samba do crioulo doido”. O certo, porém&amp;nbsp; é que se há “crioulo doido”  nesta história, ele é o próprio Merval que, ignorante ou malicioso,  &amp;nbsp;deixa em silêncio o fato de que&amp;nbsp; a Social Democracia tem sua origem  inarredavelmente &amp;nbsp;marcada pelo reformismo, na seqüência &amp;nbsp;nacionalista  (porque renegou o internacionalismo pacifista) de Eduard Bernstein, um  marxista&amp;nbsp; alemão que,&amp;nbsp; na segunda década do século passado, ofereceu a  &amp;nbsp;teoria da evolução homeopática da sociedade (reformas pontuais)&amp;nbsp; como  alternativa à alopatia revolucionária de Lênin.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Enfim, o que fica&amp;nbsp; evidente é que o calcanhar de&amp;nbsp; Aquiles de  José Serra é seu discurso torto e obsoleto. Contra esse mal, não basta a  escolha de um vice do porte de Sérgio Guerra, Ele precisa, antes de  mais nada, livrar-se da patrulha de sua própria mídia, que pensando  servi-lo &amp;nbsp;o empurra cada vez mais para o fundo do poço. &amp;nbsp;Se já não  bastasse ter que conviver com as declarações cada vez mais neolacerdista  de FHC, o fato é que nenhuma candidatura agüenta o apoio de histéricos  neoliberais como Willian Waack, Míriam Leitão e Carlos Alberto  Sardenberg.&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;por  Francisco Barreira&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://alexvaz2010.blogspot.com/2010/04/os-papeis-trocados-dilma-procura-um.html</link><author>noreply@blogger.com (Alex Vaz)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3546294938319147981.post-3929492309594955814</guid><pubDate>Fri, 23 Apr 2010 14:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-23T11:56:19.137-03:00</atom:updated><title>por Francisco Barreira blog Novas Idéias</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;No lançamento da candidatura Serra,  sábado em Brasília,&amp;nbsp;os tucanos abriram mão definitivamente&amp;nbsp; de suas  posições ideológicas originais, isolando-se na direita e deixaram 65% do  eleitorado à disposição do lulismo. &lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O Ricardo Noblat não tem  jeito mesmo. Ele abre sua coluna de hoje no Globo dizendo que José  Serra&amp;nbsp; “é de longe o mais preparado para governar o País”. Ele tem&amp;nbsp; todo  o direito de&amp;nbsp; externar sua opinião, porém como sua coluna não é um  editorial, mas um espaço destinado a informar o leitor, a gente fica se  perguntado: como acreditar na isenção de um repórter desse tipo.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;E eu ainda acrescentaria: será que ele cometeu este  inacreditável desvio de conduta&amp;nbsp; profissional pressionado pelo patrão (E  viva a liberdade patronal de imprensa!) ou apenas para puxar-lhe o  saco.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Na verdade&amp;nbsp; este é apenas um&amp;nbsp; aspecto menor da questão  central. Questão &amp;nbsp;esta que impõe o raciocínio elementar de que qualquer  imbecil (eu disse qualquer imbecil) antes de&amp;nbsp; perguntar pela&amp;nbsp; qualidade  do motorista, quer saber para onde vai o ônibus. O seu destino. E  ninguém está dizendo, senhores sofistas, que &amp;nbsp;a qualidade do motorista  não importa. Digo apenas que o destino é&amp;nbsp; fundamental.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Entretanto, para Noblat e para &amp;nbsp;a parte alienada da classe  média que ele representa (uma&amp;nbsp; legião de analfabetos políticos) dane-se o  destino. “Eu gosto do Serra e pronto. E gosto dele como gostava do  Jânio, do Maluf e do Collor e pronto. E, se bobear, um dia&amp;nbsp; eu ainda  voto do Schwarzenegger”.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Foi ouvindo o canto de sereias como Noblat e Míriam Leitão  que os tucanos acabaram &amp;nbsp;selando seu destino, fixando-se&amp;nbsp;  definitivamente no espectro de centro-direita do eleitorado, deixando o  espaço de centro-esquerda, algo como 65 % do total,&amp;nbsp; para que Dilma  (leia-se o fenômeno lulista) nade de braçada.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A verdade é que&amp;nbsp; Carlos Lacerda assinaria os&amp;nbsp; três  principais discursos da romântica e beijoqueira solenidade de lançamento  da candidatura de Serra, sábado em Brasília. Serra, FHC e Aécio  disseram com todas as letras: somos de centro-direita, sim; &amp;nbsp;defendemos o  estado mínimo , sim e somos pelas privatizações a toda brida. &amp;nbsp;Quem não  gostar que vote na Dilma.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E eu pergunto singelamente: Estado mínimo para quê? Para  que haja transferência e acumulação de renda sem nenhum mecanismo para  controlar isto? Para que não haja nenhum obstáculo aos maciços  deslocamentos de capitais, principalmente especulativos, &amp;nbsp;provocando a  ruína quase instantânea e a exclusão de países e continentes inteiros?  Para &amp;nbsp;que o Capital tenha total liberdade para continuar destruindo a  Natureza de forma ciclópica ?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Respotas com Noblart, o sabichão.&lt;/div&gt;</description><link>http://alexvaz2010.blogspot.com/2010/04/por-francisco-barreira-blog-novas.html</link><author>noreply@blogger.com (Alex Vaz)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3546294938319147981.post-3370190003741390865</guid><pubDate>Tue, 02 Feb 2010 22:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-23T11:50:21.348-03:00</atom:updated><title>por Francisco Barreira</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O Pagode Global  bagunçô geral&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Vitimados pela realidade dos  fatos, ninguém consegue mais dizer coisa com coisa na Aldeia Global. Há  dois dias, como comentamos aqui nesta coluna (veja matéria logo abaixo  desta), Merval Pereira reeditou o Samba do Crioulo Doido ao admoestar o  presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, gritando de dedo em riste:  que história é esta de mudar a política econômica do Lula? O senhor está  proibido de&amp;nbsp; tentar se posicionar&amp;nbsp; à esquerda do PT. Primeiro, porque  isto não são modos para um menino de boa família e, segundo, porque o  Dr. Marinho e eu não queremos.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Outros dois ditadores de regra globais, o Jabor e o  Sardenberg, também já não sabem o que dizer. Jabor, de repente,  descobriu que “há uma crise do Capitalismo” (o que será isto meu Deus!) e  o outro só recentemente, parece que em Copenhague,&amp;nbsp; foi apresentado ao  Impasse Ecológico. Até então, crendo fervorosamente na infinita  sabedoria do Mercado, ele&amp;nbsp; nem de leve suspeitava que a manter-se o  atual modo de produção e de consumo, será impossível evitar, não apenas o  aquecimento global como, mais na frente,&amp;nbsp; uma catástrofe ambiental de&amp;nbsp;  proporções, não por acaso, chinesas.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Finalmente a nossa&amp;nbsp; boa amiga, a indefectível Miriam Leitão  exprimiu, ontem, em um parágrafo curto, toda a perplexidade (já no  galope de transição para a alucinação) de todos os agentes globais. Eis o  parágrafo, bem na abertura de sua coluna:&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “O senador Sérgio Guerra, presidente do PSDB, disse que o  partido não pretende, se for eleito, mudar metas de inflação, nem câmbio  flutuante, nem autonomia do Banco Central. Isso parece a você o oposto  do que ele disse à “Veja”? Também achei. Ele garante que os fundamentos  da política econômica serão os mesmos, mas os pesos serão diferentes.  Entendeu? Nem eu”.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Esta entrevista de Sérgio Guerra à Veja é o ponto alto da  crise existencial em que estão mergulhados&amp;nbsp; os tucanos e sua mídia.  Habituados durante décadas&amp;nbsp; a&amp;nbsp; espargir,&amp;nbsp;&amp;nbsp; através do monopólio, de  fato, das informações,&amp;nbsp;&amp;nbsp;os axiomas implícitos, as verdades divinamente  absolutas&amp;nbsp; dos paradigmas neoliberais, eles não estão psicologicamente&amp;nbsp; e  menos ainda intelectualmente preparados para entender a crise eclodida  em setembro de 2008 nos Estados Unidos e que é o prelúdio da erosão de  todo o Sistema.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O Capital está-se tornado obsoleto como ditador de um certo  modo de produção, primeiro, claramente, em função do Impasse Ecológico.  Segundo, porque ele próprio está perdendo a capacidade de acumular, em  função do vertiginoso desenvolvimento tecnológico. Esta é sua  contradição central. Com a automação, ele expele mão-de-obra, única  fonte de sua acumulação que é a apropriação do excedente de trabalho  direto. Sem conhecimento elementar da teoria marxista, os economistas&amp;nbsp;  burgueses ficam totalmente despreparados para andar neste terreno e não  percebem que a introdução vertiginosa de novas tecnologias, além&amp;nbsp; de&amp;nbsp;  ensejar&amp;nbsp; o drama social (desemprego estrutural) exaure, no seu interior,  a própria&amp;nbsp; seiva e razão de ser do Capital.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Enfim, estes temas estão mais bem desenvolvidos numa fartura  de artigos (na verdade trechos do meu livro) na coluna &lt;b&gt;Para  Entender a Crise, &lt;/b&gt;deste blog&lt;b&gt;.&lt;/b&gt; Porém se você  não tem saco para este tipo de leitura, confie em mim e vamos em frente.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O que se pode dizer, para concluir, é que aturdidos &amp;nbsp;pelos  &amp;nbsp;fatos novos e novas idéias que dão nome, aliás, a este blog e que  afloraram&amp;nbsp; da grande Crise&amp;nbsp; Norteamericana, tucanos e sua mídia ficaram  sem discurso, sem programa e , por conta disso, sem eleitores. O  primeiro a perceber tal calamidade foi&amp;nbsp; Aécio Neves que (mineiramente ou  à francesa) já pulou para fora do barco. Agora, Serra e Guerra queimam  as mufas na tentativa de&amp;nbsp; atualizar seus&amp;nbsp; próprios jeitos de pensar e de  agir. Coisa difícil de se conseguir da noite para o dia.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;i&gt;Leia também a matéria de  hoje na&amp;nbsp; coluna &lt;b&gt;Última Hora.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;14-01-10&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;b&gt;O Samba do Globo  Doido&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/b&gt;&lt;i&gt;De  tanto falsear os fatos, a grande mídia perdeu, ela própria, a noção da  realidade&lt;/i&gt;&lt;b&gt;.&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/b&gt;Merval  Pereira talvez não seja muito conhecido do grande público. Mas é ele  quem dá o tom da linha editorial do jornalão dos Marinhos. Por isto eu o  chamo de escriba-mor da Organização. Nada do que ele diz destoa&amp;nbsp; do que  pensa o patrão. Sem o espalhafato do Bial que&amp;nbsp; chamava o Roberto  Marinho de companheiro, Merval serve bem, mas procura não igualar-se ao  chefe nem ofuscá-lo. É o escravo da casa perfeito. Ou era, coitado,  porque o&amp;nbsp; naufrágio da nau neoliberal, a única&amp;nbsp; em que ele conseguia  navegar, deu um nó em sua cabeça. E ele ficou, digamos, meio que de  miolo mole.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os primeiros sintomas surgiram recentemente em sua coluna  diária na página 4&amp;nbsp; do Globo&amp;nbsp; onde ele&amp;nbsp; aos poucos foi deixando de&amp;nbsp;  informar ou comentar o fato político para dizer&amp;nbsp; aos tucanos e&amp;nbsp; ao&amp;nbsp;  próprio Serra, o que &amp;nbsp;deviam ou não deviam fazer para&amp;nbsp; derrotar a Dilma.  Trata-se, creio, de uma obcecação.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Mas a moléstia declarou-se definitivamente, ontem, na Rádio  CBN, onde&amp;nbsp; Merval&amp;nbsp; faz diariamente&amp;nbsp;um comentário político informal (do  tipo coloquial), durante&amp;nbsp; três ou quatro minutos. Indignado, ele passou  uma descompostura no senador Sérgio Guerra, presidente do PSDB e em toda  a cúpula do Tucanato. Tudo por que, também desesperados, eles tem&amp;nbsp;  anunciado, &amp;nbsp;&amp;nbsp;nos últimos dias, que&amp;nbsp; a política econômica de Serra, será  mais esquerdista (?)&amp;nbsp;do que a de Dilma. E&amp;nbsp; até prometem &amp;nbsp;mexer no  câmbio, como se o câmbio fixo&amp;nbsp; (valorizado) da dupla FHC-Malan não  tivesse sido a causa&amp;nbsp; do brutal endividamento brasileiro no final dos  aos 90.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Aliás, tenho dito&amp;nbsp; sempre que a mágica besta&amp;nbsp; desta dupla  foi a de ter transformado, uma inflação galopante numa dívida galopante.  Como em economia não há almoço grátis, eles tentaram saldar a dívida  jogando os juros nas alturas – o que estancou o desenvolvimento – e  através das privatizações a toda brida, o que praticamente desmontou o  estado brasileiro. Mas isto &amp;nbsp;é outra história.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Voltemos ao&amp;nbsp; nosso bom Merval:&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ao passar a descompostura no Guerra&amp;nbsp; ele gritou: Isto está  virando o Samba do Crioulo Doido. Onde já se viu! O PSDB sempre foi um  partido de centro-esquerda (?) A esquerda já está ocupada pelo PT e  outros partidos menores.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Aparentemente,&amp;nbsp; o escriba-mor deixa de entender o Mundo,  quando as pessoas não fazem&amp;nbsp; exatamente o que ele e os Marinhos dizem  que deve ser feito. Napoleão também era assim.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Enfim, eles são brancos, que se entendam. Nós aqui em nosso  blog, eu e meus fiéis e assíduos leitores, temos comentado até em  artigos recentes, que embora esquerdista na sua origem, a Social  Democracia, foi derivando (no mundo todo) para a direita, até  transformar-se num partido liberal ou, francamente conservador, a partir  da hegemonização das teses&amp;nbsp; neoliberais, no final dos anos 80.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Vimos&amp;nbsp; também que no&amp;nbsp; Brasil, com Lula, o PT, sem  desguarnecer a sua esquerda,&amp;nbsp;ocupou o espaço deixado, ao centro, pelo  PSDB. E fez isto abdicando da revolução, adotando uma política  macroeconômica ortodoxa e transando de forma desenfreada com&amp;nbsp;a maioria  fisiológica do Congresso.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Isto posto, alguém precisa avisar o Merval, antes que uma  internação seja inevitável, que &amp;nbsp;nem ele, nem o Globo, nem todo a&amp;nbsp;  corrupta mídia brasileira tem o dom de mudar&amp;nbsp; o fato político ou  estancar a marcha da História. Isto, pela boa razão &amp;nbsp;de que , ao  contrário do que&amp;nbsp; supõem, a opinião por eles publicada passa muito longe  da&amp;nbsp; verdadeira opinião pública.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eles não percebem isto porque, de tanto distorcerem os  fatos, acabam acreditando nas próprias distorções. Mas já&amp;nbsp; deviam ter  ligado o desconfiômetro, quando deputados corruptos, medíocres e  abusados&amp;nbsp; começaram a dizer, com toda a convicção, que se lixam para&amp;nbsp; a  opinião pública, referindo-se&amp;nbsp;, na verdade,&amp;nbsp;à linha editorial dos  jornais.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Mesmo sendo tão imbecis quanto ladrões, esses deputados&amp;nbsp;  notaram a diferença entre a &lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;opinião  pública&lt;/span&gt; que os&amp;nbsp; elege em seus rincões&amp;nbsp; e a &lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;opinião&lt;/span&gt; &lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;publicada&lt;/span&gt; pelos grandes  jornais que apenas reflete os interesses de&amp;nbsp; seus proprietários, de sua  classe e de seus associados.&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;iframe bgcolor=&quot;#CCCCCC&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;313&quot; marginheight=&quot;0&quot; marginwidth=&quot;0&quot; scrolling=&quot;no&quot; src=&quot;http://st1.mais.uol.com.br/embed.swf?mediaId=1384014&quot; width=&quot;315&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://fatosnovosnovasideias.wordpress.com/&quot;&gt;&lt;b&gt;Francisco Barreira blog Novas Idéias &amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://alexvaz2010.blogspot.com/2010/02/por-francisco-barreira.html</link><author>noreply@blogger.com (Alex Vaz)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3546294938319147981.post-8879107448986979232</guid><pubDate>Wed, 20 Jan 2010 14:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-16T16:03:28.690-03:00</atom:updated><title>Mesmas críticas, mesmos argumentos. Até quando?</title><description>&lt;table border=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; height=&quot;1915&quot; style=&quot;margin-left: 0px; margin-right: 0px; text-align: left; width: 456px;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;td valign=&quot;top&quot; width=&quot;475&quot;&gt;&lt;span class=&quot;art_autor&quot;&gt; Por José Edicarlos de Aquino em 19/1/2010&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;             &lt;/tr&gt;
&lt;tr align=&quot;justify&quot;&gt;             &lt;td colspan=&quot;2&quot;&gt;&lt;img height=&quot;15&quot; src=&quot;http://www.observatoriodaimprensa.com.br/images/transp.gif&quot; width=&quot;5&quot; /&gt;&lt;/td&gt;           &lt;/tr&gt;
&lt;tr align=&quot;justify&quot;&gt;                &lt;td colspan=&quot;2&quot;&gt;&lt;span class=&quot;art_texto&quot;&gt;Está aí para quem quiser ver (mas parece que ver ou ler realmente não importa, importa apenas especular): o Programa Nacional de Direitos Humanos. Precedido pelo numeral 3, indicando que não é o primeiro nem o segundo, mas o terceiro, seguindo uma ordem que remonta ao governo de FHC, o Plano é constantemente acusado de ser uma manobra da esquerda totalitária. Como o Programa pode ser de uma esquerda totalitária? A não ser que FHC e seu PSDB sejam de esquerda. Não são! Nem FHC nem o Plano. Dizer que o Plano é de esquerda é uma estratégia que visa tão somente ao esvaziamento da discussão.&lt;br /&gt;
Dizem que o Plano deflagrou uma suposta crise ministerial. Os comandantes das forças armadas ameaçaram entregar o cargo e dois ministros andaram chiando! Ainda que eles, os comandantes das forças armadas, tivessem grande relevância diante de um conjunto bem maior de ministros que assinaram o Plano, desde quando discordar virou sinônimo de crise em uma democracia?&lt;br /&gt;
Outro absurdo é falar em revanchismo. Falar em revanchismo é admitir que exista algo contra o qual haver revanche. De certa maneira, essa é uma posição que, de alguma forma, nos faz lembrar que este país passou por uma ditadura militar. A maioria das notícias sobre o Plano simplesmente ignora esse dado histórico. Enquanto os argentinos abrem seus arquivos sobre a ditadura, escondemos os nossos. Enquanto os chilenos inauguram um museu em homenagem às vítimas da ditadura, insistimos em negar, esquecer, ou reduzir tudo a um irreal cenário de mocinhos e bandidos.&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Críticas? Sempre são as mesmas quatro&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;A &quot;Comissão da Verdade&quot;, que tem escandalizado tantos, tem esse único objetivo: olhar o passado, enfrentá-lo. Até quando vamos inventar desculpas para não enfrentar o passado? Até quando vamos reduzir o passado a um drama novelesco de mocinhos e bandidos? Todos estão comprando esse drama. E mais: agora todos são bandidos e todos devem ser castigados, não apenas os militares, mas também os &quot;torturadores de esquerda&quot;. Falta lembrar uma coisa: bons ou maus, mocinhos ou bandidos, os chamados &quot;torturadores de esquerda&quot; já foram julgados e punidos (e a punição veio em forma de tortura, morte, exílio).&lt;br /&gt;
Só faria sentido falar em revanchismo, se a &quot;Comissão da Verdade&quot; determinasse que militares tivessem sido torturados. A &quot;Comissão da Verdade&quot; não determina isso. Não determinada nada. Todo o Plano Nacional de Direitos Humanos não é lei, não tem força de lei, não vai obrigar ninguém a nada. O Plano possui apenas diretrizes. Tem caráter indicativo. Qualquer coisa que figure ali precisa tornar-se projeto de lei para virar lei, o que significa voltar a ser discutido, passar pelo Senado, Câmara...&lt;br /&gt;
Fala-se que o Plano tem recebido críticas da sociedade civil. Que críticas? Que sociedade? Se lembrarmos que as linhas gerais do Plano foram traçadas no governo de FHC e que, só de governo Lula, já vão quase oito anos, e que durante todo esse tempo, comissões, congressos e conferências foram realizadas em todos os estados brasileiros, que todos os ministros foram chamados a contribuir, que mesmo as polícias foram ouvidas, que a sociedade civil lançou críticas sobre o Plano? Que críticas? Ataca a liberdade de imprensa? Mentira! É revanchista? Mentira! É contra a Igreja? Mentira? É contra o agronegócio? Mentira! Que outras críticas? Nenhuma! Sempre são as mesmas quatro, com os mesmos argumentos.&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Oportunidade rara na mídia&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;Que não é revanchista já foi mostrado. Próxima crítica: o Plano ataca a liberdade de imprensa. Em que lugar isso está escrito? E cabe perguntar: que liberdade de imprensa está sendo atacada? Alguém, alguma vez na história desse país, já chegou a pensar no que é a liberdade de imprensa? A liberdade está em poder dizer qualquer coisa, ou, por exemplo, privilegiar interesses de grupos privados em detrimento do bem público, em detrimento da sociedade civil? É não dar satisfações a ninguém? A liberdade de imprensa está em publicar dossiês falsos? Ofender classes trabalhadoras? Defender banqueiros mesmo depois de eles serem julgados e condenados pela justiça? Veículos de comunicação são concessões públicas, são um bem público. Deveriam dar satisfações ao público. Não é o que ocorre. Pergunta-se: o que é a liberdade de imprensa e como está sendo coibida pelo Programa Nacional de Direitos Humanos?&lt;br /&gt;
Crítica seguinte: o Plano é contra a Igreja. O Plano orienta a não ostentação de símbolos religiosos dentro de ambientes do governo. Mais uma vez, orienta; não ordena nada. Em que lugar reside o afrontamento da igreja? Apenas em dizer que o lugar da igreja não é dentro do governo. Mas não é isso que determina a nossa Constituição? Criticar o Plano, tentar sabotá-lo pelo fato de ele ir na direção da Constituição significa duas coisas. Primeiro, a Constituição está errada. Segundo, estando a Constituição e o Plano errados por refutarem a presença da igreja dentro do governo, admite-se que, sim, o lugar da igreja é dentro do governo. Vamos destituir o presidente, queimar a Constituição e elevar a igreja ao poder estatal. Como o Estado só pode ser um, a igreja só pode ser uma. Então, perseguição às crenças e religiões que não são abençoadas pela &quot;Igreja&quot;!&lt;br /&gt;
Última crítica: o Plano é contra o agronegócio. O Plano orienta, não cansa repetir, orienta, não obriga, o diálogo em casos como a reintegração de posse de terras invadidas. Se o clamor pela paz tem ganhado atenção mesmo na mídia, não faz todo sentido pensar em conversa ao invés de armas? Quando vamos começar a questionar o que as invasões de terra significam? Por que grupos estão invadindo terras? Por que o MST é taxado de terrorista enquanto grileiros são apenas &quot;grileiros&quot;? Quando alguém vai se dar conta, ou simplesmente ter a boa-vontade de noticiar, que metade das terras desse país pertence a 1% da população? O que isso tem a ver com o Plano? Tudo! O Plano se propõe a discutir os grandes problemas do Brasil. Por que, em meio a tantas notícias sobre o Plano, ninguém se preocupou em debater seriamente um único tópico sequer? Por que, em meio a centenas de páginas (sim, o Plano é extenso. Ou alguém pensa que existe resposta rápida e curta no que se refere a direitos humanos?), sempre os mesmos tópicos são criticados com os mesmos argumentos? É tão rara na mídia a oportunidade de discutir temas como direitos humanos. Ao invés de aproveitar esse raro momento instaurado pelo Programa Nacional de Direitos Humanos, estamos, como sempre, criticando sem ler, repetindo sem refletir...&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;</description><link>http://alexvaz2010.blogspot.com/2010/01/mesmas-criticas-mesmos-argumentos-ate.html</link><author>noreply@blogger.com (Alex Vaz)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3546294938319147981.post-7407549891790907569</guid><pubDate>Wed, 20 Jan 2010 14:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-20T11:13:05.440-03:00</atom:updated><title>A grande mídia unida contra a democracia</title><description>&lt;table border=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; height=&quot;3203&quot; style=&quot;width: 448px;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td valign=&quot;top&quot; width=&quot;475&quot;&gt;&lt;br /&gt;
Por João Brant em 20/1/2010&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;dir&gt;Reproduzido do &lt;a class=&quot;art_leia&quot; href=&quot;http://www.direitoacomunicacao.org.br/&quot; onclick=&quot;NovaJanela(this.href);return false;&quot;&gt;Observatório  do Direito à Comunicação&lt;/a&gt;, 19/1/2010&lt;/dir&gt; &lt;br /&gt;
&lt;/td&gt;             &lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;             &lt;td colspan=&quot;2&quot;&gt;&lt;img height=&quot;15&quot; src=&quot;http://www.observatoriodaimprensa.com.br/images/transp.gif&quot; width=&quot;5&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/td&gt;           &lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;                &lt;td colspan=&quot;2&quot;&gt;Primeiro foram as críticas desqualificadoras da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). Depois, os ataques contra as medidas do Programa Nacional de Direitos Humanos. Agora, os grandes jornais apontam suas armas para o texto-base da Conferência Nacional de Cultura. Em comum, propostas que visam algum grau de democratização da comunicação e veículos que não aceitam os princípios constitucionais e são contra a punição para violações de direitos humanos praticada pelos meios de comunicação. &lt;br /&gt;
Os últimos dois meses foram agitados para os interessados na defesa da liberdade de expressão e do direito à comunicação. Leitores desavisados terão certeza de que a liberdade de expressão nunca esteve tão ameaçada. Segundo uma campanha do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), estão querendo soltar o monstro da censura. Para os mais tarimbados, fica ao menos a dúvida: que propostas justificam tamanho alvoroço das grandes corporações de comunicação? Por que motivo as matérias e argumentos são tão parecidos? Se a análise vai a fundo, desvela-se uma cobertura que escamoteia interesses privados e que se transforma em campanha propagandística. Com requintes de má-fé.&lt;br /&gt;
&lt;b&gt; Farsa em três atos&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt; Em geral, quando se fala de &quot;ações orquestradas da grande mídia&quot;, esta é muito mais uma figura de linguagem do que uma literalidade. Na maioria das vezes, os grandes meios de comunicação são como um quarteto de cordas, que não precisa de maestro – os músicos se acertam pelos ouvidos e por discretas trocas de olhares. Mas isso não se aplica ao tratamento dado ao tema da comunicação no último mês. Quem leu os grandes jornais, por exemplo, percebeu que a Associação Nacional de Jornais (ANJ) assumiu o literal papel de maestrina para este tema. &lt;br /&gt;
No caso da Confecom, o grande bloqueio se deu antes de sua realização, quando as principais entidades representativas do setor empresarial resolveram abandonar o barco. Bandeirantes, RedeTV! e as empresas de telecomunicações continuaram no processo até o fim. Das 665 propostas aprovadas, 601 obtiveram consenso ou mais de 80% de aprovação nos grupos de trabalho e nem precisaram ser votadas. Outras 64 foram aprovadas na plenária final, dentre elas nenhuma entendida por qualquer setor como tema sensível.&lt;br /&gt;
Nenhuma das 665 propostas atenta contra a liberdade de expressão ou contra a Constituição Federal. Ao contrário, várias delas buscam ampliar o alcance da liberdade de expressão nos meios de comunicação (hoje restrita a seus donos) e regulamentar artigos da Carta Magna que estão há 21 anos sem ser aplicados, especialmente pela pressão contrária de parte do setor empresarial. Dois temas foram destacados pelos grandes veículos ao criticarem as resoluções: uma proposta que estabelece um Conselho Nacional de Comunicação e outra que estabelece um Conselho Federal dos Jornalistas.&lt;br /&gt;
No primeiro caso, trata-se de um órgão para formulação, deliberação e monitoramento de políticas públicas, baseado nos princípios da Constituição, justamente com o papel de buscar equilíbrio no setor. Conselhos similares existem em várias democracias avançadas, inclusive nos Estados Unidos, onde ele é entendido como garantidor da liberdade de expressão. No segundo caso, trata-se de um conselho profissional da categoria, como já têm os médicos e advogados, cujo projeto inclui, como uma das infrações disciplinares de um jornalista, &quot;obstruir, direta ou indiretamente, a livre divulgação de informação ou aplicar censura&quot;. Como se vê, o oposto do que a maioria das notícias veiculadas tentaram dizer ao leitor.&lt;br /&gt;
&lt;b&gt; Segundo ato&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt; A farsa seguiu com a acusação de que o terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos representaria uma peça autoritária. Um conjunto de medidas de defesa de direitos humanos, da memória e da verdade foi tachado como se fosse o oposto do que é. Deve ser por isso que os setores militares conservadores se rebelaram para defender os &quot;princípios democráticos&quot; que sempre os guiaram contra o &quot;autoritarismo&quot; daqueles que lutaram contra a ditadura. Alguém consegue acreditar?&lt;br /&gt;
Nas propostas relacionadas à comunicação, duas pseudo-ameaças à liberdade de expressão. No primeiro caso, a defesa da regulamentação de um artigo da Constituição Federal com a indicação de que ele aponte punições para violações a direitos humanos. De novo não há aí nenhuma restrição, apenas a determinação de responsabilidades posteriores a publicação, como estabelece a Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de San José), ratificado pelo Brasil. Na ausência destas definições, estaremos legitimando o racismo, a homofobia e o uso de concessões públicas para defender assassinatos de pessoas, fato infelizmente recorrente. &lt;br /&gt;
A outra proposta atacada foi a de &quot;elaborar critérios de acompanhamento editorial a fim de criar um ranking nacional de veículos de comunicação comprometidos com os princípios de Direitos Humanos, assim como os que cometem violações&quot;. Na prática, essa é a proposta de institucionalização da Campanha pela Ética na TV (&quot;Quem financia a baixaria é contra a cidadania&quot;), que nunca serviu para atacar liberdade de expressão, mas, ao contrário, ajudou a criar pontes entre os espectadores, usuários do serviço de rádio e TV e as emissoras. Estas, embora recebam uma concessão para cumprir um serviço público, nunca admitem se submeter a obrigações de serviço público, nem mesmo àquelas estabelecidas pela Constituição Federal. Alguns podem até questionar a utilidade desse ranking, mas certamente ele não representa ataque à liberdade de expressão. O restante da diretriz 22 (que trata sobre comunicação) do PNDH-3, trata da garantia ao direito à comunicação democrática e ao acesso à informação. Mas disso nenhum meio de comunicação falou. &lt;br /&gt;
&lt;b&gt; Terceiro ato&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt; As recentes críticas ao texto-base da Conferência Nacional de Cultura são o ápice da farsa (termo talvez mal-apropriado aqui, já que ela nada tem de cômica). &lt;i&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;O Globo&lt;/i&gt; e a &lt;i&gt;Folha de S.Paulo&lt;/i&gt; atacaram o texto por ele dizer que &quot;o monopólio dos meios de comunicação representa uma ameaça à democracia e aos direitos humanos, principalmente no Brasil, onde a televisão e o rádio são os equipamentos de produção e distribuição de bens simbólicos mais disseminados, e por isso cumprem função relevante na vida cultural&quot;.&lt;br /&gt;
A contestação foi à afirmação de que há ocorrência de monopólio nos meios de comunicação no Brasil. O trecho fica mais claro se citada a frase imediatamente anterior: &quot;A produção, difusão e acesso às informações são requisitos básicos para o exercício das liberdades civis, políticas, econômicas, sociais e culturais&quot;. É um texto, portanto, que defende as liberdades, e aponta a concentração nos meios de comunicação como ameaça à democracia e aos direitos humanos. Com ele concordariam até os republicanos dos Estados Unidos, como demonstram recentes votações no Congresso daquele país. Mas não os jornais brasileiros. &lt;br /&gt;
É preciso deixar claro que &quot;monopólio&quot; ali é usado em sentido amplo e agregador. Até porque, embora a Constituição Federal (de novo...), em seu artigo 220, proíba a existência de monopólios e oligopólios, nunca houve a regulamentação deste artigo. Portanto o Brasil não tem como estabelecer critérios precisos para determinar se há ou não ocorrência de monopólio neste setor. Qual a referência? A propriedade? O controle? A participação na audiência? A participação no mercado publicitário? Todas as democracias avançadas estabelecem medidas não apenas antimonopólios e oligopólios, mas anticoncentração, combinando os diferentes critérios citados acima. No Brasil, os únicos limites à concentração existentes foram estabelecidos em 1967 e são mais tênues do que os aplicados nos Estados Unidos, França e Reino Unido. O próprio &lt;i&gt;Estadão&lt;/i&gt; já tocou, em editoriais recentes, no problema da concentração no rádio e na TV; agora nega sua existência.&lt;br /&gt;
Também não passou despercebida pelos jornais a proposta de regulamentação do artigo 221 da Constituição Federal, que prevê a regionalização da produção de rádio e TV e o estímulo à produção independente. A matéria usa uma declaração completamente equivocada do deputado Miro Teixeira para dizer que o artigo não admite regulamentação. Embora haja pareceres que defendem que o artigo pode ser auto-aplicável, o seu inciso III diz justamente que as rádios e TVs deverão atender ao princípio de &quot;regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei&quot;. Isto é, ele não só admite como solicita regulamentação. Bola fora ou má-fé?&lt;br /&gt;
Outro ponto atacado pelos jornais é o trecho em que o texto defende o fortalecimento das rádios e TVs públicas e sua maior independência em relação aos governos. Diz o texto preparado pelo Ministério da Cultura: &lt;br /&gt;
&lt;dir&gt; &lt;dir&gt; &quot;As TVs e rádios públicas são estratégicas para que a população tenha acesso aos bens culturais e ao patrimônio simbólico do país em toda sua diversidade. Para tanto, elas precisam aprofundar a relação com a comunidade, que se traduz no maior controle social sobre sua gestão, no estabelecimento de canais permanentes dedicados à expressão das demandas dos diversos grupos sociais, na adoção de um modelo aberto à participação de produtores independentes e na criação de um sistema de financiamento que articule o compromisso de Municípios, Estados e União&quot;. &lt;br /&gt;
&lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt; Assim, o texto defende o controle social sobre as mídias públicas justamente para que estes veículos não sejam apropriados pelos governos. O foco é justamente a defesa da liberdade de expressão para todos e todas. Onde há ataque à mídia? Onde há ameaça à liberdade de expressão? &lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Dejà vu&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Para quem acompanha esse debate, esse comportamento não é novidade, embora o tom raivoso e histérico nunca deixe de assustar. Parte dos meios de comunicação não aceita nenhum tipo de medida que possa diminuir o poder absoluto exercido hoje por eles. Regras que em outros países democráticos são entendidas como condições mínimas para o exercício democrático, aqui são tratadas como ameaças à liberdade de expressão. A grita esconde, na verdade, a defesa de interesses corporativos, em que a liberdade de imprensa se transforma em liberdade de empresa. &lt;br /&gt;
A liberdade de expressão defendida por esses setores não é a liberdade ampla, mas a liberdade de poucas famílias. Contra qualquer medida que ameace esse poderio, lança-se o discurso da volta da censura, independentemente de não haver em nenhum desses documentos propostas que prevejam a análise prévia da programação. Independentemente de esses veículos negarem o direito à informação de seus leitores e omitirem informações e opiniões relevantes para a compreensão autônoma dos fatos, agindo de forma censora. Independentemente de os setores proponentes dessas medidas terem sido justamente aqueles que mais lutaram contra a censura estabelecida pela ditadura militar, da qual boa parte desses veículos foi parceira. &lt;br /&gt;
Nessa situação, quem deve ficar apreensivo com a reação são os setores que tem apreço à democracia. Como lembra um importante estudioso das políticas de comunicação, foi com este mesmo tom de &quot;ameaça à democracia&quot; que estes jornais prepararam as condições para o acontecimento que marcaria o 1º de abril de 1964. De novo, aqui eles não mostram nenhum apego à Constituição Federal e ao verdadeiro significado da democracia. Obviamente não há hoje condições objetivas e subjetivas para qualquer golpe de Estado, mas os meios de comunicação já deixaram claro de que lado estão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;</description><link>http://alexvaz2010.blogspot.com/2010/01/grande-midia-unida-contra-democracia.html</link><author>noreply@blogger.com (Alex Vaz)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3546294938319147981.post-9102329096770635176</guid><pubDate>Wed, 20 Jan 2010 13:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-20T10:46:01.189-03:00</atom:updated><title>Censura? Controle? Tribunais? De onde vem tanto medo?</title><description>&lt;cite class=&quot;time&quot;&gt;&lt;b&gt;19/01/2010 - 17:48&lt;/b&gt;&lt;/cite&gt;       &lt;br /&gt;
&lt;h2&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;“A mídia está sendo vítima de um surto de pânico: está com horror ao espelho. Berra e esperneia quando alguém menciona a organização de conferências ou debates públicos sobre meios de comunicação, imprensa, jornalismo. Apavora-se ao menor sinal de controvérsia a seu respeito, por mais úteis ou inócuas que sejam. Parece ter esquecido que o direito de ser informado é um dos direitos inalienáveis do cidadão contemporâneo. O Estado Democrático de Direito garante a liberdade de imprensa e o acesso universal à informação”.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Começa assim o primoroso artigo publicado hoje por Alberto Dines, mestre de várias gerações de jornalistas brasileiros, entre os quais me incluo, sob o título “Mídia à beira de um ataque de nervos” (&lt;a href=&quot;http://www.observatoriodaimprensa.com.br/&quot;&gt;www.observatóriodaimprensa.com.br&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A começar pelo título, Dines resume o estado d´alma da nossa grande e velha mídia nestas últimas semanas, como se o governo federal estivesse prestes a desfechar o ataque final para acabar com a liberdade de imprensa.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Podem todos tirar o cavalinho da chuva porque&amp;nbsp;não há a menor chance disto acontecer _ pelo menos, no atual governo. Quando começou o barulho provocado pelo Plano Nacional de Direitos Humanos, conversei sobre o assunto com um dos ministros mais importantes do governo Lula, que até deu risada diante dos temores expressos em editoriais delirantes.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;“Controle social da mídia? Isso não existe. Até porque, é impossível, inexequível, esquece este negócio”, disse-me ele, sem meias palavras.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;De fato, alguém já se perguntou como seria executado na prática este controle social da mídia? Assembléias populares reunir-se-iam em algum local secreto para discutir o que pode ou não ir ao ar ou ser impresso, puniriam em tribunais de exceção quem não respeitasse a cartilha, simplesmente fechariam jornais e emissoras se assim lhes desse na telha?&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pelo que se lê e se ouve na nossa grande imprensa nestes últimos dias, parece que este desatino está prestes a acontecer. De onde vem tanto medo? O problema todo é que a mídia não admite que ninguém sequer discuta a mídia, não aceita um debate público, ainda mais que se tenha a ousadia de propor algumas regras básicas de&amp;nbsp;convívio civilizado para esta atividade, como acontece em todas as outras áreas econômicas e sociais da vida brasileira.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pode-se discutir tudo, propor e defender marcos regulatórios para qualquer coisa, menos para a mídia. Esta histeria começou em 2004 quando, a pedido das entidades representativas de jornalistas de todo o país, o governo encarregou o Ministério do Trabalho de discutir, junto com os representantes dos sindicatos, um projeto de lei para a criação de um Conselho Federal de Jornalismo, a exemplo dos que existem para quase todas as outras profissões.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Antes mesmo que o projeto começasse a ser discutido no Congresso Nacional, houve um massacre na mídia, com os mesmos argumentos agora apresentados: querem controlar a imprensa, acabar com a liberdade de expressão, implantar a ditadura, etc. Sem articulação parlamentar, e nem dos próprios profissionais interessados, o projeto foi retirado da pauta e não se falou mais no assunto.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No final do ano passado, o alvo foi o a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), atacada pelos mesmos baluartes da liberdade de expressão (só deles, claro), antes mesmo de começar. Como todas as outras conferências, também esta não tinha nenhum poder deliberativo, limitando-se a apresentar propostas ao Executivo e ao Legislativo, que podem ou não, futuramente, ser transformados em projetos de lei.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O mesmo aconteceu agora no começo de 2010 quando eles descobriram que a terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos, a exemplo das duas primeiras do governo FHC,&amp;nbsp;também tratava de propor algumas regras do jogo para os meios de comunicação, em defesa da sociedade e do que Dines chamou de “acesso universal à informação”.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Gastaram-se quilômetros e horas de palavras em furibundos editoriais, blogs, colunas para atacar algo que ainda nem existe como se um novo AI-5 tivesse entrado em vigor. O mais curioso nisso tudo é que grande parte dos veículos e muitos dos&amp;nbsp;profissionais, que agora bradam aos céus em&amp;nbsp;defesa da liberdade de imprensa, aceitaram docemente a censura prévia imposta pelos militares em 1968, sem falar nos que abertamente apoiaram a ditadura.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Agora, todos viraram heróis da resistência, certamente&amp;nbsp;nomeados por desígnios divinos, como se o Brasil não estivesse vivendo o mais longo e amplo&amp;nbsp;período de liberdades públicas da última metade de século. A quem eles pensam que enganam ou assustam?&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como diria o próprio Lula, nunca antes na história deste país houve um presidente que tivesse sido tão xingado, ofendido, espezinhado, em todas as latitudes da mídia e, no entanto, o governo dele é apontado como a grande ameaça à nossa liberdade. Qual foi até hoje a mínima iniciativa concreta do governo Lula para censurar quem quer que seja?&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao contrário do que é habitual em outros políticos que conheço, não me consta que alguma vez o presidente Lula tenha reclamado de repórteres ou pedido a cabeça deles aos donos dos veículos. Se o presidente tem queixas da imprensa, assim como a imprensa tem queixas dele, é um direito que assiste aos dois lados. Só não vale criar fantasmas para&amp;nbsp;defender antigos interesses e eternos privilégios.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/2010/01/19/censura-controle-tribunais-de-onde-vem-tanto-medo/&quot;&gt;&lt;cite class=&quot;author&quot;&gt;&lt;b&gt;Autor:&lt;/b&gt; Ricardo Kotscho&lt;/cite&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://alexvaz2010.blogspot.com/2010/01/censura-controle-tribunais-de-onde-vem.html</link><author>noreply@blogger.com (Alex Vaz)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3546294938319147981.post-88770214745195920</guid><pubDate>Fri, 01 Jan 2010 14:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-03T15:42:15.950-03:00</atom:updated><title>Edição do debate de 1989 na REDE GLOBO</title><description>&lt;object width=&quot;440&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/8DapVma1Ueg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/8DapVma1Ueg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;440&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;</description><link>http://alexvaz2010.blogspot.com/2010/01/carreira-e-sucesso.html</link><author>noreply@blogger.com (Alex Vaz)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3546294938319147981.post-839557377700466234</guid><pubDate>Fri, 01 Jan 2010 14:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-22T13:54:01.232-03:00</atom:updated><title>Debate Collor x Lula (HQ) NA INTEGRA</title><description>&lt;object height=&quot;385&quot; width=&quot;440&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/iIYAaXIVwvk&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/iIYAaXIVwvk&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;440&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;
__________________________________________&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;A verdadeira história das eleições de 89 &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;object height=&quot;385&quot; width=&quot;440&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/hdzrEaNbhGw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/hdzrEaNbhGw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;440&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;</description><link>http://alexvaz2010.blogspot.com/2010/01/carreira-e-sucesso-2-parte.html</link><author>noreply@blogger.com (Alex Vaz)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3546294938319147981.post-4181060913361572930</guid><pubDate>Tue, 08 Dec 2009 15:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-08T12:03:08.896-03:00</atom:updated><title>“Lições do Brasil”:</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;más notícias aqui, ótimas notícias lá fora&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao receber o prêmio de “Brasileiro do Ano”, da revista Istoé, na noite desta segunda-feira em São Paulo, o presidente Lula mais uma vez aproveitou para falar mal do mau humor da nossa imprensa:&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;“Tem dia que você acorda, lê os jornais e a vontade que dá é de se matar, porque o mundo está acabando. Se você então fica só nas manchetes, nem saia de casa, porque tem um certo azedume, aquela coisa tão azeda que faz mal para o país”.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas os mesmos jornais que todos os dias garimpam notícias negativas para colocar nas suas manchetes, uma interminável sequência de denúncias de corrupção de norte a sul do país, tragédias e desgraças em geral, informam hoje, de forma bem discreta, que a popularidade do presidente bateu novos recordes.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em apenas seis linhas, acompanhadas de um gráfico, a Folha noticia no pé da matéria sobre a última pesquisa Ibope publicada na dobra de baixo da página A10: “O presidente Lula voltou aos níveis de popularidade anteriores à crise. Seu governo é avaliado como ótimo ou bom por 72% e sua aprovação chega a 83%”.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Bem ao lado, na coluna “Toda Mídia”, de Nelson de Sá, na mesma página, encontram-se sob o título “Lições do Brasil” as explicações para a popularidade do presidente. Detalhe: a coluna é baseada principalmente em notícias divulgadas na imprensa estrangeira. Transcrevo o texto:&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A se dar crédito aos números, a aprovação de Lula segue alta. E foi pesquisa feita sob o impacto do apagão, notícia “mais lembrada” pelos entrevistados.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma explicação pode estar na “Newsweek” desta semana, sob o enunciado “Como o Brasil controlou a desigualdade”. O país virou “parâmetro no esforço global para diminuir a diferença entre ricos e pobres”. E “não são só os pobres que vivem situação melhor: o Brasil se destaca porque seus pobres estão subindo mais rapidamente do que qualquer outra classe social. A desigualdade caiu 5,5% desde 2003″.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mais à frente, “apesar de China e Índia estarem crescendo mais, estão se tornando mais desiguais, o que leva especialistas a olharem o Brasil como um modelo para a guerra contra a pobreza.” E por aí vai, creditando à “chegada da esquerda ao poder”, com Bolsa família, mais presença do Estado etc.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A “Newsweek” ecoa a “Economist” anterior, sob o título “Lições do Brasil, China e Índia”. Em suma, “por unidade de crescimento, o Brasil cortou sua taxa de pobreza cinco vezes mais que China e Índia. Como ele conseguiu ir tão bem?” Bolsa Família etc.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;“A terra de menos contraste _ como o Brasil enfrentou a desigualdade”, é o título da matéria de Mac Margolis, há muitos anos correspondente da Newsweek no país, um dos jornalistas estrangeiros que melhor conhece o Brasil. Ele mostra que, entre 2003 e 2008, os 10% mais ricos ficaram 11% mais ricos, enquanto os 10% mais pobres aumentaram a renda em fantásticos 72%.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Resultado: 21 milhões de brasileiros sairam da linha da pobreza. Esta é para mim a grande obra do governo do presidente Lula, a marca que vai ficar dos seus dois mandatos, ao começar o processo de diminuição da desigualdade social no país.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E é o que explica os índices de aprovação do seu governo, apesar de todas as coisas negativas que dominam o noticiário aqui dentro, enquanto a imprensa internacional não se cansa de falar todos os dias das conquistas econômicas e sociais do país nos últimos anos. &lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Das duas uma: ou a maioria da população brasileira agora deu de ler só jornais estrangeiros ou não está dando muita bola ao que lê na imprensa brasileira _ ou, simplesmente, está deixando de ler jornais e consumir notícias. Ou, ainda, o que é mais provável, como escreveu um leitor do Balaio outro dia em seu comentário, os brasileiros, de todas as classes sociais, simplesmente sentem que sua vida melhorou.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para não ficar de mau humor logo de manhã na hora do café, recomendo ao presidente Lula que faça como eu: vá direto para a coluna “Toda Mídia’, do Nelson de Sá, na Folha. Lá só costuma ter notícia boa sobre o Brasil.  &lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Balaio do Kotscho -&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;08/12/2009 - 09:56&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://alexvaz2010.blogspot.com/2009/12/licoes-do-brasil.html</link><author>noreply@blogger.com (Alex Vaz)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3546294938319147981.post-8588666478993291294</guid><pubDate>Tue, 06 Oct 2009 21:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-06T18:19:59.343-03:00</atom:updated><title>Imprensa em Questão</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;art_cham&quot;&gt;RIO OLÍMPICO, 2016&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;art_tit&quot;&gt;Indiferença em vez de otimismo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;art_autor&quot;&gt;Por Washington Araújo em 6/10/2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span class=&quot;art_texto&quot;&gt;Ele conquistou auto-suficiência em petróleo, passou a ser emprestador do Fundo Monetário Internacional. Ele descobriu que dispõe de imensas reservas de petróleo na camada do pré-sal, em uma faixa de não desprezíveis 800 quilômetros entre os estados do Espírito Santo e Santa Catarina. Ele trouxe 20 milhões de pessoas da miséria para a pobreza e 18 milhões de pobres subiram à classe média. Ele será palco do maior evento futebolístico do mundo – a Copa do Mundo de 2014. E, de quebra, em 2016 já foi escolhido para sediar as primeiras Olimpíadas da América Latina. &lt;br /&gt;
Na maior crise econômica mundial pós-1929 ele encarou os desafios, esnobou a velha ordem econômica esclerosada – e em vertiginosa queda – com a alcunha de &quot;marolinha&quot; e foi o primeiro país a retomar o crescimento econômico. De celebrada 10ª potência econômica mundial já vem sendo anunciado, em previsão de peso-pesado do Banco Mundial, que em 2016... será a 5ª maior economia do mundo. &lt;br /&gt;
Em meio a barulhentos vizinhos que movem mundos, fundos, alteram Constituições tudo em esforço concertado para se perpetuar no poder, ele continua dando mostras de que a alternância democrática é o que melhor condiz com sua história e melhor será para seu futuro.&lt;br /&gt;
Ele é o Brasil. Aquele sempre cantado em verso e prosa como o Brasil-brasileiro e o gigante deitado eternamente em berço esplêndido. Assisti inteiramente concentrado na transmissão (por sinal muito boa) da Rede Record de Televisão, minuto a minuto, a cerimônia em Copenhague para a escolha por parte do Comitê Olímpico Internacional (COI) do país-sede das Olimpíadas de 2016. Assisti o nome do Rio de Janeiro ser anunciado e a algazarra (palavra com cheiro de naftalina mas muito oportuna) no salão. Depois fui conferir a maneira como o mundo se curvava ao Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Chacinas em pauta&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;Barack Obama diz que &quot;vitória do Brasil (para sediar Olimpíadas) é histórica&quot;. A rede CNN destacou que &quot;o Rio desbancou Chicago, Madri e Tóquio&quot;, o &lt;i&gt;New York Times&lt;/i&gt; não deixou por menos e em seu site na internet destaca a escolha da cidade como a primeira da América do Sul a sediar uma edição das Olimpíadas. O principal jornal espanhol, &lt;i&gt;El País&lt;/i&gt;, abriu longa manchete em seu site: &quot;Madri ficou a um passo do sonho. O esforço diplomático dos últimos dias não deu frutos e o Rio se impôs na última curva&quot;. &lt;br /&gt;
O francês &lt;i&gt;Le Monde&lt;/i&gt; dava a escolha do Rio como notícia principal e não deixava de alfinetar seus vizinhos: &quot;Os brasileiros comemoram, os espanhóis lamentam&quot;, dizia um título. Até o principal diário esportivo dos &lt;i&gt;hermanos&lt;/i&gt;, o argentino &lt;i&gt;Olé&lt;/i&gt;, não se conteve: &quot;Se festeja en Río, duele en Madrid, decepción en Chicago (Obama inclusive), y quién sabe qué se dice en Tokyo...&quot; O &lt;i&gt;Clarín&lt;/i&gt; deixou claro desde os últimos dias que a Argentina era espanhola desde sempre e passamos a acreditar que a Argentina compartilha fronteiras com o Brasil por mera ironia geográfica. Não causou mesmo espanto ver que a nossa Cidade Maravilhosa (e agora Olímpica) ganhar de Chicago, Madri e Tóquio só podia mesmo doer no âmago da alma portenha. Coisas da vida. Fazer o quê?&lt;br /&gt;
Mas não sei o que acontece com nossa imprensa. Na hora de mostrar otimismo fica indiferente. Dos jornais de maior circulação do país apenas o &lt;i&gt;Jornal do Brasil&lt;/i&gt; levou à manchete o assunto das Olimpíadas. Publicou o diário carioca, na sexta-feira (2/10): &quot;Rio 2016. É hoje!&quot; O &lt;i&gt;Globo&lt;/i&gt;, a &lt;i&gt;Folha&lt;/i&gt; e o &lt;i&gt;Estadão&lt;/i&gt; trataram mesmo foi do Enem e os dois diários paulistas, qual dupla sertaneja, elevaram ao altar principal as mesmas palavras: &quot;PF investiga vazamento&quot;. &lt;br /&gt;
Temos que convir que a depender do entusiasmo de nosso jornalismo auriverde o maior evento esportivo do planeta em 2016 poderia se dar em terras madrilenhas, na Gotham City norte-americana ou na terra do Sol Nascente. Tudo, menos na ensolarada Rio de Janeiro, cidade que melhor vende a imagem do Brasil mas que freqüenta o noticiário nativo quase que unicamente através da cobertura de chacinas nos morros cariocas, nas incursões da polícia quando não de efetivos do exército para reprimir o narcotráfico ou quando nos informam do extermínio de meninos (e meninas) de rua. &lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Dia de celebração&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;Repassando as manchetes dos sete principais jornais brasileiros de sexta-feira (2/10), observamos com certo desalento que seis se ocupam do vazamento de provas do Enem e apenas um, o de menor circulação – e carioca ainda por cima – resolve dar um refresco e dá um voto de confiança ao evento de maior potencial midiático passível de ocorrer em nosso país. &lt;br /&gt;
É que temos especialistas no Brasil que não dá certo e pouquíssimo traquejo para com o Brasil que pode dar certo. E não me venham com a ladainha de que não temos boas notícias para apurar, assuntos interessantes para repercutir. Basta reler o primeiro parágrafo deste texto.&lt;br /&gt;
Que mais esperamos de bom para elevar nossa auto-estima e de quebra passar uma boa imagem do Brasil? Falta ainda termos um brasileiro pisando em solo lunar. E também o médico Miguel Nicolellis ganhar o Nobel de Medicina, Lygia Fagundes Telles trazer para o Brasil o Nobel de Literatura. E um filme brasileiro ganhar o Oscar de melhor filme. Pode até ser na categoria melhor filme estrangeiro. O Brasil poderia também ganhar assento no Conselho de Segurança da ONU, mas ainda é pouco para satisfazer nossas expectativas. É como se nossa imprensa visse o Brasil sempre com viés de baixa (para usar um linguajar típico do noticiário econômico).&lt;br /&gt;
Poderíamos começar a trabalhar para ter uma imprensa pautada pela ética e pela duradoura defesa dos direitos humanos. Uma imprensa que saiba distinguir opinião pública de opinião publicada, interesse público de interesse privado. E, quem sabe?, na medida em que formos transpondo as águas do rio São Francisco no Nordeste brasileiro poderíamos começar a transpor para a educação brasileira, em todos os níveis, do elementar ao superior, essa coisa chamada qualidade. De qualquer forma nada disso impede que festejemos um pouco nossas conquistas. Sonhos que foram de passadas gerações de brasileiros. Hoje não é dia de recolhimento. É de celebração. E não é todo dia que a terra descoberta por Cabral pode assistir a um placar assim: Rio, 66 votos. Madri, 32. Goleada!&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;</description><link>http://alexvaz2010.blogspot.com/2009/10/imprensa-em-questao.html</link><author>noreply@blogger.com (Alex Vaz)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-3546294938319147981.post-7075696571800696424</guid><pubDate>Tue, 08 Sep 2009 00:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-24T13:22:49.046-03:00</atom:updated><title>Politica de Privacidade</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;script type=&quot;text/javascript&quot;&gt;
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&lt;/script&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&quot;Política de  Privacidade&quot; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;Este    site pode  utilizar cookies  e/ou web beacons quando um usuário tem    acesso às  páginas. Os cookies  que podem ser utilizados associam-se (se    for o caso)  unicamente com  o navegador de um determinado  computador.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os    cookies  que são utilizados neste  site podem ser instalados pelo   mesmo,  os quais  são originados dos  distintos servidores operados por    este,  ou a partir  dos servidores  de terceiros que prestam serviços e     instalam cookies  e/ou web  beacons (por exemplo, os cookies que são    empregados para prover   serviços de publicidade ou certos conteúdos     através dos quais o   usuário visualiza a publicidade ou conteúdos em     tempo pré   determinados). O usuário poderá pesquisar o disco rígido de    seu   computador conforme instruções do próprio navegador. O Google,  como      fornecedor de terceiros, utiliza cookies para exibir anúncios  no &lt;a href=&quot;http://alexvaz2010.blogspot.com/&quot;&gt;Alex Vaz&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com o   cookie   DART, o Google pode  exibir anúncios para seus usuários com base   nas    visitas feitas a  este site.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Você pode  desativar o cookie   DART   visitando a &lt;a href=&quot;http://www.google.com/privacy_ads.html&quot;&gt;Política    de   privacidade da rede  de conteúdo e dos anúncios do Google&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Usuário     tem a possibilidade de  configurar seu navegador para ser  avisado,  na    tela do computador,  sobre a recepção dos cookies e para impedir a  sua    instalação no  disco rígido. As informações pertinentes a  esta     configuração estão  disponíveis em instruções e manuais do próprio      navegador&quot;.  &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 100%;&quot;&gt;Este site respeita e procura responder todos         os e-mails   enviados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 100%;&quot;&gt; Após a    leitura este site apaga  todos os endereços de e-mail   enviados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 100%;&quot;&gt;Este site afirma que não utiliza  e-mails para    políticas de Spam   ou de envio de e-mails indesejados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: arial; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 100%;&quot;&gt;Este site não se  responsabiliza  pelo    conteúdo,  promessas e veracidade de informações  dos banners colocados    pelos  seus  patrocinadores. Toda a  responsabilidade é dos     anunciantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://alexvaz2010.blogspot.com/2009/09/sorri-quando-dor-te-torturar-e-saudade.html</link><author>noreply@blogger.com (Alex Vaz)</author></item></channel></rss>